22. junho 2012 · Comentários desativados em QI participa do 2º FNGH · Categories: Novidades da QI · Tags: , , ,

Nesta semana ocorreu o 2º  Fórum Nacional de Gestão Hoteleira e Márcio Moraes, da QI Profissional, foi um dos palestrante. O tema abordado foi “Talentos”. O FNGH é uma iniciativa do Hôtelier News e da Mapie Especialistas Estratégicos em Serviços.

Na sua intervenção, Moraes falou de seleção profissional, requisitos exigidos em hotelaria e liderança. Segundo Moraes, “a seleção é o início de tudo”. A primeira questão levantada sobre o processo de contratação de profissionais é a objetividade das empresas na hora de buscar seus colaboradores. Ele exemplifica dizendo que, quando um hoteleiro procura um gerente de A&B, descreve o cargo apenas como “gerente de A&B”. “Será que todos são iguais? Eu posso estar num momento diferente do meu concorrente, precisar de outro tipo de gestor”, argumenta.

Confira alguns temas abordados por Márcio Moraes. Retiramos os trechos da reportagem de Juliana Bellegard do Hôtelier News.

Perfil profissional

O tal “perfil” profissional pode engessar um processo de seleção. Existe uma série de lugares comuns – proativo, comunicativo. “Você precisa sempre de alguém comunicativo? Não podemos acreditar que existe um único perfil de cargo, como se todos fossem iguais, não importa em que setor. É uma empresa única, mas os setores são diferentes”, coloca. “Um bom garçom pode não ser recepcionista. Muitas vezes pega-se este colaborador e, se ele é bom, vai para a recepção. Com isso, perde-se a chance de formar um gerente de A&B”, argumenta Márcio Moraes.

Idiomas

Sem ignorar a importância do idioma, Moraes explica: “a empresa pede inglês fluente, mas o cargo não exige contato com estrangeiros. Acredita-se que o idioma significa que alguém tem cultura, a maioria das pessoas acha que é um requisito obrigatório para ser inteligente”. Com olhar contrário à afirmativa, ele aponta ser importante levar em conta as outras habilidades do candidato. “Vejo um pouco de abuso em algumas descrições de cargo”, opina.

Idade e Salário

A questão da faixa etária, tal qual a questão da comunicabilidade, aparecem como algo que pode engessar a busca por profissionais. “Por que ainda pensamos que pessoas de 50 anos não são produtivas? O Brasil está ficando um País mais velho e as empresas continuam buscando na mesma faixa etária.” E os salários muitas vezes são incompatíveis com as exigências para o cargo. “A empresa quer inglês fluente, seis anos de experiência etc. A faixa salarial? R$ 2,5 mil”, exemplifica.

Liderança

Mais uma vez, a figura do líder é fator importante dentro da gestão de pessoas. Ao avaliar um candidato, além das qualidades profissionais, é essencial entender a que tipo de líder este colaborador irá se reportar. “É preciso casar a equipe, pois muitas vezes as pessoas se demitem por causa do chefe”, aponta ele.

Por outro lado, esta figura de liderança pode ser, dentro de um processo de seleção, uma boa referência para que a empresa contratante saiba do modus operandi de seu candidato. A entrevista, diz Moraes, é o momento para tanto. Há pessoas muito boas quando falam, embora não se saiam bem em outras etapas do processo. “Entrevista é subjetiva. Somos seres humanos avaliando seres humanos”, explica. Por isso, olhar o Facebook e LinkedIn é um caminho, que deve ser complementado com estas referências de outros profissionais.

Fonte: Hôtelier News


31. maio 2012 · Comentários desativados em Contratação de pessoas com deficiência · Categories: Gestão de Carreira · Tags: , , , ,

Cada vez mais é exigido profissionalismo na contratação de pessoas com deficiência. Não basta cumprir a Lei de Cotas, deve-se agir com respeito aos direitos e necessidades do funcionário. O profissional deve estar seguro e ter todas as ferramentas necessárias para executar suas funções. Uma pessoa cega deve ter todos os aparatos tecnológicos necessários para o uso de computadores e demais atividades. O deficiente físico deve ter o livre trânsito em todos os espaços da empresa.

Segundo reportagem do Portal Terra, é fundamental encontrar uma posição compatível com a deficiência do profissional. Ele precisa estar ao mesmo tempo seguro e agindo de maneira autônoma. A partir disso, pode ser cobrado da mesma forma que qualquer outro colaborador.

Há organizações especializadas em fazer a ponte entre empregadores e funcionários. Entre elas está a  Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape). Segundo reportagem do portal terra, a Avape realizar mais 30 cursos nas áreas de negócios e administração, turismo e eventos, informática e atendimento ao cliente.  De acordo com Flávio Gonzalez,  a associação presta serviços para empresas que querem se adaptar à Lei de Cotas e outras empresas.

Outra organização que age em prol dos direitos humanos das pessoas com deficiência e discute a diversidade na sociedade é a Mais Diferença.  A organização tem como premissa que a educação é direito fundamental de todos, a Mais Diferenças, desde a fundação, desenvolvemos projetos de assessoria para a  implementação da Educação Inclusiva em redes públicas e privadas.

Saiba mais:

Reportagem do Portal Terra

AVAPE

Mais Diferença 

 


31. maio 2012 · Comentários desativados em Desafios e paixões · Categories: Gestão de Carreira · Tags: ,

As empresas que estimulam seus profissionais com novos desafios estão no caminho certo. É o que revela um recente levantamento realizado pela Page Personnel, empresa de recrutamento especializado, que ouviu 200 profissionais com até 30 anos. O estudo mostra que eles trabalham mais e melhor quando são desafiados.

Confira o resultado geral da pesquisa:

O que te deixa mais estimulado a trabalhar mais e melhor em um ambiente profissional?

42,2% Deparar-me com projetos e desafios capazes de me desenvolver profissionalmente
21,6% Ter paixão pelo que faço
15,7% Ter autonomia para planejar e/ou tomar decisões sobre os assuntos que estão sob minha responsabilidade
10,8% Saber que é possível ser promovido ou receber um aumento de salário no curto e/ou médio prazo
9,8% Ser reconhecido publicamente pela minha postura profissional e/ou qualidade do meu trabalho
0% Ter colegas de trabalho competitivos
0% Ser desafiado pelo meu chefe por meio de críticas construtivas

Fonte: Você RH

 

A Revista Você RH trouxe reportagem sobre a pesquisa, confira. 

13. abril 2012 · Comentários desativados em Brasileiro está entre os menos estressados · Categories: Gestão de Carreira · Tags: ,

O nível de estresse do empresário brasileiro cresceu, mas mesmo assim ele figura entre os menos estressados do mundo. Um estudo da consultoria Grant Thornton aponta que 19% dos empresários locais disseram que o estresse aumentou nos últimos 12 meses, 10 pontos percentuais a mais que o registrado em 2010, porém abaixo da média global de 28%.

De acordo com reportagem do Você RH,  o  Brasil aparece na 30º posição do ranking de estresse elaborado pela Grant Thornton. Entre as principais causas de estresse entre os brasileiros, segundo a pesquisa, estão os conflitos internos e políticos na companhia (26%), a pressão para alcançar metas de desempenho (25%) e o volume de informação no trabalho (22%).

12. abril 2012 · Comentários desativados em A hora da entrevista · Categories: Gestão de Carreira · Tags: , ,

Muitas vezes os selecionadores de vagas se acham com super poderes. E não percebem o lado humano, sensível do candidato. De acordo com Edna C. Gonçalves, em artigo publicado no site rh.com.br, “o candidato, além de ser um futuro funcionário, um cliente em potencial, é também um ser humano, que está ali, em uma situação delicada que é a fase de mudanças – mudança de cargo, salário, o que vai influenciar nos sonhos dele, em seus familiares, amigos, estudos, carreira.”

Candidatos precisam das vagas e da empresa, porém esta relação é de duas vias: as empresas e seus selecionadores também necessitam dos candidatos. Segundo o artigo é preciso ponderar e verificar que tanto empresa quanto candidatos estão em equilíbrio: um precisa do outro para sobreviver. “Então, tenhamos ética, tenhamos pensamentos novos sobre o novo que aparece em nossos escritórios, lojas, escolas e demais lugares de trabalho, para que possamos realmente mudar o pensamento de que o ser humano não é um simples recurso: ele é uma pessoa que move a empresa, os negócios e tudo o mais que envolve sua força de trabalho”. Fica a reflexão transmitida por Edna C. Gonçalves. Leia artigo completo.

 

21. março 2012 · Comentários desativados em Empresas disputam profissionais qualificados · Categories: Gestão de Carreira · Tags: , , ,

A guerra por talentos e a dificuldade de achar profissionais qualificados são as maiores preocupações dos profissionais de recursos humanos brasileiros atualmente. É o que indica uma pesquisa da Câmara Americana de Comércio (Amcham) com 74 gestores de empresas de vários portes, segundo informações do jornal Valor Econômico.

A grande maioria dos executivos consultados (80%) afirma que suas empresas sofrem com a disputa por profissionais qualificados e um número parecido (76%) revela que suas companhias, ao menos em parte, se veem obrigadas a participar dessa guerra por talentos. A perspectiva para os próximos anos é de que o problema irá piorar, opinião compartilhada por praticamente todos os entrevistados (99%).

Segundo as empresas, a situação é mais complicada nos setores de construção civil (opinião de 68% dos gestores), tecnologia da informação e comunicação (50%), serviços (45%) e energia (27%).

Para contornar o problema, os gestores estão apostando mais em benefícios voltados para o desenvolvimento profissional do que em incentivos financeiros. Quase 70% disseram investir em ações de capacitação, plano de carreira e gestão do clima organizacional, enquanto apenas 30% preferem focar em salário, bônus e recompensas. O treinamento de colaboradores (70%), gestão de clima (59%) e desenvolvimento de planos de carreira (42%) foram as principais ações adotadas, além de flexibilização de condições de trabalho e adoção de home office (39%).

Informações do Jornal Valor Econômico.

19. março 2012 · Comentários desativados em Pesquisa nos EUA levanta características dos diretores financeiros · Categories: Gestão de Carreira · Tags: , , , , , , ,

Com o papel dos diretores financeiros ficando cada vez mais complexo, há discussões surgindo sobre quais características são necessárias para um profissional exercer essa função hoje em dia. Na tentativa de esclarecer melhor o assunto e chegar a um conjunto de experiências e habilidades necessárias para ocupar o cargo, a consultoria Russel Reynolds analisou a carreira dos CFOs das empresas presentes na lista “Fortune 100”. Concluiu que 69% deles chegaram ao posto sendo promovidos internamente, enquanto 31% foram recrutados externamente.

Os dados são da reportagem do jornal Valor Econômico que também destaca:

Entre os que assumiram como CFO nos últimos três anos, 49% tinham experiência sólida em desenvolvimento estratégico, contra 22% dos indicados ao cargo há mais de três anos. A experiência internacional faz parte do currículo de 43% dos CFOs indicados para a função nos últimos três anos. Vivência em outro país fez parte da carreira de apenas 25% dos contratados há mais de três anos.

Apesar da preferência dada a algumas experiências prévias, são poucos os CFOs que reúnem todas essas características. Apenas 9% dos diretores financeiros da “Fortune 100” apresentam experiência internacional, como gerente geral e com desenvolvimento estratégico.

Sobre a formação acadêmica dos CFOs, 62% têm pós-graduação, sendo que 54% fizeram MBA. Apenas metade, no entanto, cursou uma escola entre as 25 mais conceituadas.

As mulheres ainda têm pouca representação entre os CFOs e somam 10% dos profissionais apenas. Nos últimos três anos, no entanto, elas responderam por 20% das indicações ao cargo de diretor financeiro nas empresas listadas na “Fortune 100”.

 

Confira reportagem completa no site do jornal Valor Econômico.

 

28. fevereiro 2012 · Comentários desativados em Hotelaria – qualificação profissional · Categories: Artigos · Tags: , , , , , , , ,
 Artigo publicado quinta-feira, 16 de março de 2010 no Hôtelier News

          Por Márcio Moraes

 

Novamente a bandeira do mercado hoteleiro como grande oportunidade de emprego surge com advento da Copa do Mundo. As recentes notícias dão conta de 266 novos projetos nas cidades sedes da Copa. Contudo, os hotéis, que primam pela qualidade, reconhecem que o mercado ainda não está preparado para atender a uma demanda internacional e, por isso, começaram a investir na qualificação da mão-de-obra.

Há uma escassez de profissionais qualificados e há pouco tempo para alcançar o nível de qualidade que o evento exige. Entre as soluções para suprir a escassez de profissionais estão: a qualificação via ensino superior e técnico e o aumento de cursos de capacitação para os trabalhadores da área. Dois pontos aparentemente simples, mas de uma complexidade tamanha.

Nos últimos anos há uma diminuição da demanda de alunos dos cursos superiores e técnicos. Profissionais relatam que poucos alunos seguiram a carreira em Hotelaria, principalmente entre os graduados em curso superior. Muitos não compreenderam, porque depois de formados não gerenciaram um hotel e perceberam que a porta de entrada é a mesma para os práticos, técnicos, tecnólogos e bacharéis. A realidade mostrou, como acontece com as demais carreiras, o conhecimento acadêmico é uma etapa e não o final do processo. A união entre teoria e prática é mais que necessária.

Doutora Marilia Gomes dos Reis Ansarah, professora e coordenadora de ensino superior e autora do livro Formação e Capacitação do Profissional em Turismo e Hotelaria, defende a qualidade no ensino superior em turismo e entende que o sucesso do mercado dependerá:
– Da capacidade criativa dos profissionais;
– Da habilidade na introdução de novas tecnologias;
– Do uso de novos processos e formas de organização;
– Da capacidade de adaptação do profissional: fator-chave do êxito para as empresas;
– Da busca constante de produtividade: o principal objetivo e a única possibilidade de sobrevivência dos profissionais.

Uma instituição de ensino deve ser muito mais que uma preparação para o mercado, ela deve despertar no aluno a importância da pesquisa e investigação, além de estar em sintonia com o futuro. A maior parte dos profissionais formados em cursos superiores preenche as vagas das redes hoteleiras e de empreendimentos de categoria superior, exigentes quanto ao profissionalismo. Contudo, mais de 80% dos empreendimentos hoteleiros são de hotéis independentes e eles também necessitam de qualificação.

A maioria dos pequenos empreendimentos aprendeu a qualificar seus profissionais na prática. Quem nunca ouviu aquela frase: “Aqui se aprende no dia a dia, atrás de um balcão de recepção”. Essa mesma cultura com uma dose de planejamento e acompanhamento de um profissional especializado em Treinamento e Desenvolvimento poderá desenvolver educadores internos, comumente chamados de agente multiplicadores. Como exemplo, a iniciativa do Sindicato patronal de Aparecida e Vale Histórico, no interior de São Paulo. Com apoio de uma ONG e do Ministério do Turismo, realizaram cursos para 900 pessoas, entre recepcionistas, garçons, cozinheiros e camareiras. A mobilização uniu consultores, coordenadores de cursos, secretários de Turismo, professores, vereadores e presidentes de associações em prol da prioridade maior: a qualificação profissional.

Não importa se o empreendimento é grande ou pequeno, há uma necessidade básica: qualificar profissionais e empresários. A proposta por uma qualificação que atinja os diversos universos passa pela compreensão da realidade de cada região, em cada empreendimento. O exemplo de Aparecida é muito pertinente nesse sentido.

Para o profissional fica o grande desafio de torna-se independente, conduzir sua carreira de forma autônoma. O sucesso de uma carreira no mercado hoteleiro necessita de muito esforço e planejamento. O mercado carece de profissionais com habilidades múltiplas – o que vai além de saber fazer diversas atividades. O profissional tem que ser facilitador e ter a competência de avaliar e solucionar problemas, de julgar e agir, aprender e transferir aprendizagem. O desenvolvimento de profissionais polivalentes exige empresas e líderes polivalentes.

Márcio Moraes é especialista em planejamento de carreira no mercado de hospitalidade,  está na hotelaria há mais de 20 anos. Sócio-fundador da QI.