22. dezembro 2015 · Comentários desativados em Dominando as funções de Coordenação, Supervisão e Chefia de Recepção · Categories: Livros, Novidades da QI · Tags: , , , , , , , ,

Para ultrapassar os estágios operacionais em busca das funções de supervisão, coordenação e chefia de recepção, é preciso que o profissional atinja alta produtividade, alcançando resultados marcantes para a empresa. Compreender o universo da hospitalidade é pré-requisito para o engajamento dessa passagem de puramente operacional para um degrau mais alto na carreira. Como se preparar para essa importante ascensão? Os livros que indicamos podem contribuir para o domínio desse conhecimento. Confira:

 

Em Busca da Hospitalidade: Perspectivas para um Mundo Globalizado

Este é um livro singular que tem muito a oferecer a todos aqueles interessados na hospitalidade em ambientes comerciais, domésticos e sociais. É também de grande valor para profissionais, acadêmicos e estudantes de hotelaria, turismo e áreas afins.

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Estatística Aplicada ao Turismo e Hotelaria

Este livro apresenta uma visão integrada dos componentes de atuação do setor turístico tais como serviços de transporte acomodações alimentação lazer agências governamentais promotores e distribuição propiciando ao aluno e/ou profissional da área tomar decisões fundamentais em técnicas estatísticas e entender como se controlar o composto turístico (preço produto localização promoção e propaganda).

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Gestão de Hotelaria e Turismo

Reúne textos de diversos autores para apresentar, de maneira clara e objetiva, conceitos e metodologias aplicados a operações de hotelaria e turismo. São enfocadas a gestão local, a cadeia produtiva e a logística do turismo, na perspectiva do desenvolvimento econômico sustentável. Livro-texto para disciplinas de graduação e pós-graduação, este livro também é uma referência abrangente para profissionais do setor hoteleiro e de hospitalidade. Saiba mais: Amazon   Saraiva 

 

Hospedagem: Front Office e Governança

Esse livro apresenta conceitos de organização, comunicação, ética e estratégia no ambiente de um hotel, e seu foco principal está nos departamentos de front office – recepção, reservas, auditoria noturna e governança. O texto também aborda outros departamentos a fim de proporcionar uma compreensão geral sobre como eles operam e se relacionam com o front office, considerando o objetivo de enriquecer a experiência vivida pelo hóspede.  Saiba mais: Amazon   Livraria da Folha   Saraiva

 

Hospitalidade – Conceitos e Aplicações

A obra explora o mercado e o produto hoteleiro, incluindo seu passado e seu presente, apresenta estudos de caso, lista de siglas comumente utilizadas, sistemas de referência e de classificação, glossário, além de ajudar no desenvolvimento das habilidades de liderança tão importantes nessa área. Saiba mais: Amazon  Livraria da Folha  Ponto Frio

 

 

Planejamento e Gestão em Turismo e Hospitalidade

A ideia de um livro de planejamento e gestão da hospitalidade nasceu da necessidade de definir conceitos, princípios e práticas que oferecessem fundamentos para o desenvolvimento de pesquisas da linha de Planejamento e Gestão da Hospitalidade e Turismo. Saiba mais: Amazon  Livraria da Folha  Ponto Frio

 

 

A psicologia dos serviços em turismo e hotelaria: entender o cliente e atender com eficácia

A globalização impõe às empresas prestadoras de serviços turísticos uma nova postura: agir com mais lisura e profissionalismo, e aperfeiçoar-se na qualidade desses serviços. Isso implica atender e exceder às expectativas de um cliente cada vez mais consciente e exigente: o turista. Saiba mais: Amazon   Americanas

 

28. julho 2014 · Comentários desativados em Preciso de uma governanta. Qual? · Categories: Artigos · Tags: , , , , , , , , , , , ,

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Algumas empresas se debruçam no planejamento dos recursos humanos e, de forma estratégica, se antecipam às necessidades, ora desenvolvendo sucessores, ora buscando, no mercado, o profissional que atenda às especificidades do cargo, respeitando a alma da empresa e os objetivos da função.

Por outro lado, a maioria das empresas não investe com o mesmo empenho nos processos seletivos, começando pela análise superficial do currículo com base apenas na avaliação das competências técnicas. É preciso definir o perfil exato do futuro profissional para que a contratação seja, de fato, certeira.

Ao tentar responder a pergunta que originou o título do artigo, a empresa poderá assinalar, por exemplo, que precisa de uma governanta que saiba reestruturar e supervisionar a equipe, coordenar as atividades, conter os custos, acompanhar as políticas e padrões, como também os planos orçamentários, qualificar equipes e elaborar escalas de serviços.

No que tange o comportamento desse profissional, a empresa tentará “pescar” um comportamento corriqueiro e torná-lo padrão. Por exemplo, profissionais que não apresentaram estabilidade nos últimos empregos serão rotulados com a imagem que repetirão esse histórico sempre.

Se fosse fácil selecionar profissionais, não estaríamos passando por uma série de erros que levam a alta rotatividade em muitas empresas, devido à complexidade dos processos de contratação. A solução pode estar em compreender a real importância do processo de seleção e incluir, na arquitetura do cargo, também as competências comportamentais analisadas com ferramentas apropriadas, evitando a subjetividade.

Há dois exemplos, que recentemente tive contato, que apresentaram competências técnicas semelhantes, ou seja, estariam facilmente concorrendo às mesmas vagas no mercado. Porém, apresentam comportamentos diferentes. O principal talento delas será utilizado para denominá-las e, assim, compreenderemos como os perfis apresentam distinções no atendimento das demandas.

A Governanta Observadora apresenta como principal característica a capacidade de buscar fatos históricos para compor suas ações no presente e futuro. Dessa forma, consegue interferir e corrigir os erros. Apresenta facilidade e necessidade de identificar padrões e é justamente nesse quesito que busca segurança para lidar com as situações e tomar decisões. Utiliza das perguntas para encontrar uma visão linear dentro do tempo e do espaço. A produtividade da Governanta Observadora aparece com o tempo, quando se ambienta com a política e padrões da empresa, a profissional deixa de ver o ambiente como desconhecido e, a partir daí, desabrocha uma gestora servidora de apoio à equipe. Deste momento em diante, compreende com facilidade o caminho que deve tomar para acompanhar o time e, principalmente, se reconhece como parte integrante do grupo.

Já a Governanta Gerenciadora é seletiva no relacionamento profissional, procura pessoas com credibilidade e alta capacidade para associar-se. Nessa composição de grupo, ela sente a possibilidade de vencer barreiras, investindo todos os recursos para transformar sua equipe em pessoas de alta eficiência. No processo seletivo para composição de seu time, optará por profissionais que permitem e apresentem condições de evoluir e crescer profissionalmente. Sua principal característica é conduzir seus colaboradores para o desenvolvimento, saindo do medíocre em direção ao excepcional. A Governanta Gerenciadora administra sua equipe para atingir resultados através da persuasão, sem agressividade. Ela projeta no trabalho um modo de vida, pois tem personalidade de pessoa objetiva e assertiva, agindo sempre de forma positiva e arrojada.

O sucesso desses perfis na empresa dependerá de como essas características comportamentais serão respeitadas e se haverá sintonia com as políticas da empresa.

A Governanta Observadora será mais produtiva em uma empresa estável, com padrões bem definidos e que valorize relacionamentos sociais e de consideração entre seus funcionários, isto é, uma empresa que apresente planejamentos em médio e longo prazo, incluindo as possíveis mudanças. Para que sua equipe seja eficiente e se desenvolva para atingir resultados positivos, o gestor responsável pelo trabalho da governanta deverá dar tempo para que ela possa pensar e agir, dentro do possível, é claro. É preciso saber aproveitar as qualidades dela como planejadora e suas características de ponderação e obstinação.

Já a Governanta Gerenciadora necessita de ambiente que favoreça o desenvolvimento, que necessita de respostas rápidas e dinâmicas, como também prioriza os resultados focados na objetividade. Será mais produtiva em empresas que apresentam mudanças constantes e evolutivas, que compreendam as necessidades das pessoas, mas necessita de lideres que tomam decisões, na sua maioria, de forma independente.

Os pontos mais destacáveis desse perfil são: a automotivação e a tendência em agir por conta própria. Seu gerente deverá estar atento a essa característica, para extrair o melhor de sua produtividade, provendo um ambiente em que ela possa seguir seus caminhos, desde que os resultados finais sejam os esperados. Para esse perfil, é importante que seu gerente lhe apresente desafios constantes e a premie por objetivos atingidos, mantendo-a sempre em atividade.

Interessante compreender que para esses dois perfis há oportunidades de trabalho, porém ou trabalharão em empresas diferentes ou numa mesma empresa em momentos diferentes. Como também é nítido compreender que os gerentes, lideres desses perfis, também apresentam estilos diferentes de relacionamento. Desta forma, é compreensível que a competência técnica não seja suficiente para designar um profissional compatível.

Acredito, com essa análise, que esteja mais fácil entender determinados perfis que passaram pela empresa, mesmo com alta competência técnica, mas apresentaram pouca produtividade ou uma passagem rápida.

*Baseados em perfis reais, utilizando a ferramenta DISC. Trechos do texto foram extraídos do relatório da análise descritiva de profissionais representados pela QI Profissional.

17. outubro 2012 · Comentários desativados em A hotelaria teve um grande impacto na vida de Marco Nanini · Categories: Hotelaria de Fato · Tags: , ,

Divulgação – Ator Marco Nanini

O ator Marco Nanini, que faz parte do elenco de A Grande Família, e hoje é um ator global de renome, revelou em uma entrevista que a maior parte da sua infância se passou dentro de hotéis. Seu pai trabalhou de Maitre e Gerente de Hotel por muito tempo, mudavam de cidade frequentemente, e os quartos de hotéis viraram sua casa.

Na sua infância chegou a morar em Recife, Caldas de Cipó (BA), Manaus, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, sempre seguindo o pai, levando a família junto. O ator resolveu seguir os passos de seu pai, o italiano Dante Naninni, por um tempo. Aos 13 anos, começou a trabalhar como atendente em um hotel de propriedade de sua família, mas aos 16 anos já sabia que o seu sonho era ser ator.

A carreira começou quando ele resolveu deixar o emprego de administrador de hotéis e investir nas artes cênicas. Seu primeiro papel no teatro foi com 18 anos, em 1965, quando estreou em “O Bruxo e a Rainha”, logo depois de ter largado o trabalho de assistente de gerente de hotel em Belo Horizonte.

A experiência no ramo da hotelaria, presente em sua biografia desde muito cedo, teve um grande impacto em sua vida e foi decisivo para a escolha de sua futura carreira, segundo palavras do próprio ator, agora com 63 anos de idade e 43 de carreira: “Os hotéis são cenários em que se alternam diferentes enredos, figurinos e personagens.”

Confira a entrevista na íntegra.

 

 

26. setembro 2012 · Comentários desativados em O SB Class ou Sistema Brasileiro de Classificação de Meios de Hospedagem · Categories: Artigos, Hotelaria de Fato · Tags: , , ,

Por João Luís de Almeida Machado

O que significa para o mercado de hospedagem o surgimento do novo sistema de avaliação de serviços no segmento? Como os parâmetros do SB Class podem ajudar a melhorar o setor?

O mundo globalizado exige parâmetros. Define metas e padrões para que o cidadão de um país possa circular por todas as regiões do planeta de forma a ter atendimento nos mais diversos segmentos de atividade humana que seja de qualidade. São criadas métricas que fazem com que os países e suas empresas se adaptem e possam concorrer com chances no mercado. Isso acontece em todos os segmentos e, ainda, tendo em vista a internet e suas redes sociais, depende da chancela do consumidor, que vem a público através de suas contas no Facebook, Twitter, Foursquare,Youtube e outras redes sociais para dar vazão a sua opinião quanto aos produtos e serviços que experimentou.

No ramo de hospedagem está acontecendo o mesmo nos quatro cantos do mundo o que ocasionou por parte do governo brasileiro, as vésperas de abrigar dois dos maiores e mais concorridos eventos esportivos do mundo, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, a oportunidade de rever os critérios que antes avaliavam estabelecimentos como hotéis e pousadas.

Como a avaliação ainda está em seu primeiro momento, ou seja, o da implantação, somente 19 estabelecimentos do ramo foram avaliados. Vale destacar que, desta vez o ministério do turismo conta com o Inmetro como parceiro no processo. Esta associação é muito importante tendo em vista os rígidos padrões de avaliação que o Inmetro utiliza em seus procedimentos e, é claro, a credibilidade que possui juntamente a população quanto a serviços desta natureza.

Isso aumenta a responsabilidade das empresas do setor de hospedagem em tudo o que se relaciona a seus serviços prestados, da infraestrutura e conservação das instalações, passando pelos serviços prestados e atendimento dos funcionários e chegando até mesmo aos produtos que utiliza para promover o bem-estar de seus clientes, dos alimentos a roupa de cama e banho (entre tantos outros).

Trata-se de uma iniciativa premente para promover e estimular o aperfeiçoamento do setor e, ao mesmo tempo, para fazer com que o amadorismo que ainda impera em algumas iniciativas do ramo seja superado. Neste sentido serão necessários investimentos no segmento tanto por parte dos grandes conglomerados que atuam no país – de capital nacional, estrangeiro ou misto – quanto nos hotéis e pousadas de pequeno porte que atendem em todo o território brasileiro.

A globalização não mede o tamanho dos competidores, pelo contrário, as oportunidades e riscos existem para todos, assim como os parâmetros e padrões internacionais se aplicam aos Golias e aos Davis de qualquer ramo de negócios. Para muitos isso pode ser critério ou base para se sentir acuado, desanimado ou mesmo para pensar em fechar os negócios. Não é, trata-se de real oportunidade de rever o plano de ação, estipular novas metas, pensar numa necessária reengenharia e partir para as mudanças com a finalidade de crescer em médio e/ou longo prazos.

Conseguir a classificação no ranking do Sistema Brasileiro de Classificação de Meios de Hospedagem, nomenclatura esta simplificada para SB Class pelo governo, dependerá muito mais dos empresários do setor do que propriamente dos responsáveis pela mensuração dos serviços prestados, no caso o Ministério do Turismo e o Inmetro. Claro que a demanda será bastante alta, principalmente agora que estes novo sistema foi divulgado pelas autoridades, o que poderá ocasionar uma corrida aos órgãos competentes buscando a avaliação o quanto antes, mas o primordial é preparar-se para isso e demandar esta reclassificação assim que estiver com o estabelecimento em ordem, ou seja, pronto para atender as demandas do sistema e, principalmente, dos maiores preocupados em relação aos serviços, os clientes.

Obs. Para maiores informações sobre o SB Class, confira informações no site do Ministério do Turismo.

João Luís de Almeida Machado é Doutor e mestre em educação, graduado em história, escritor e membro da Academia Caçapavense de Letras, atua no ramo de gastronomia e hotelaria como pesquisador, jornalista e professor. 

24. setembro 2012 · Comentários desativados em Hospitalidade, mais que um conceito, um diferencial · Categories: Artigos · Tags: , , ,

Por João Luís de Almeida Machado

O que é hospitalidade? Se pensarmos de forma objetiva, relaciona-se, para a maioria das pessoas, a capacidade de receber visitantes ou clientes de forma agradável, gerando conforto, permitindo que a pessoa se sinta a vontade e que usufrua de serviços de qualidade.

Neste sentido, torna-se primordial que a empresa e os funcionários dedicados a tarefa de receber alguém demonstrem simpatia, sejam capazes de ouvir e atender de forma eficaz aos seus clientes, estando aptos a receber críticas por serviços que não atenderam as expectativas do cliente ao mesmo tempo que, após os  atendimentos, possam aproveitar a experiência vivenciada para melhorar ainda mais o seu trabalho.

Parece óbvio. É bastante claro para todos. São conceitos e práticas que as pessoas demandam, sem exceção. Ainda assim sua realização depende muito de estudo, treinamento, prática no cotidiano, leituras, mentalização e, também, de naturalidade ou espontaneidade.

Na maior parte dos casos relacionamos hospitalidade aos serviços prestados em hotelaria e gastronomia. É este, por exemplo, o foco da definição trazida pela Wikipedia:

Hospitalidade constitui a estrutura e a rede de serviços que visa atender a demanda turística e a demanda de lazer e de eventos, especialmente nos segmentos de hospedagem e gastronomia. Os principais estabelecimentos que atendem a esta demanda seriam os hotéis, as pousadas, os restaurantes e os centros de convenções.

O que é preciso ressaltar é que o termo hospitalidade é originário do Latim, hospitalitate, e que está diretamente relacionado ao ato de hospedar alguém, ou seja, de receber alguém e dar abrigo a esta pessoa. Neste sentido, refere-se também a qualidade de quem é hospitaleiro e destaca que esta prática referenda-se a partir do acolhimento gentil e respeitoso.

De acordo com Conrad Lashley, no livro Em Busca da Hospitalidade: perspectivas para um mundo globalizado, o termo hospitalidade descreve “o conjunto de atividades do setor de serviços associadas à oferta de alimentos, bebidas e acomodação” que, em se tratando do mundo em que vivemos hoje, neste terceiro milênio, relaciona-se de forma muito direta e objetiva a empreendimentos em hotelaria e gastronomia.

Portanto, no que se refere à hotelaria e a gastronomia, a demanda é mais evidente e a hospitalidade se insere como uma prática, ação ou serviço básico e fundamental. Funcionários da linha de frente no atendimento em hotéis e restaurantes têm que estar preparadíssimos para a função e isso inclui desde o conhecimento da função a ser exercida até a inteligência interpessoal, ou seja, a capacidade de criar bons relacionamentos.

Conhecer o devir profissional primeiro, relacionado aos serviços que irão ser prestados como especialista num determinado ramo de atuação é importantíssimo, mas é igualmente necessário que a pessoa contratada saiba lidar com o público, com o cliente. É importante destacar que isso se aplica tanto aos funcionários mais graduados, como os gerentes dos estabelecimentos quanto aos porteiros, funcionários da limpeza ou garçons.

Qualquer funcionário pode ser acionado para responder perguntas ou tirar dúvidas. “Onde fica a sala do gerente?”, podem perguntar a camareira ou ao garçom ao entrarem no estabelecimento. A forma como a pessoa irá responder constitui um cartão de visitas para o cliente e irá, desde aquele momento, deixar para o visitante, as primeiras impressões que, em muitos casos, podem ser marcantes ou definitivas. Neste sentido, amplia-se o conceito de hospitalidade para a capacidade de bem receber, comunicar com clareza, atuar de forma polida e demonstrar respeito pelo outro (clientes externos e internos igualmente), ou seja, a estar pronto para servir da melhor forma possível.

De qualquer modo, é preciso sempre pensar na situação do ponto de vista de quem irá atender clientes quanto se colocar no papel de quem está recebendo tais serviços. Estamos nos dois lados ao longo de toda nossa vida mesmo no caso de pessoas que não atuam diretamente em hotelaria e gastronomia. Temos que atuar de forma hospitaleira, bem recebendo e tratando nossos clientes e, ao mesmo tempo, estamos muitas vezes na situação de quem recebe serviços e quer ser tratado com cortesia, respeito e eficiência. Se nos lembrarmos disso em nosso cotidiano a tendência é que cobremos de nós mesmos e das pessoas que atuam conosco a hospitalidade que queremos quando buscamos um serviço, uma empresa ou um atendimento profissional. A hospitalidade torna-se, deste modo, mais que um conceito, um diferencial.

18. julho 2012 · Comentários desativados em Bom dia, senhor · Categories: Gestão de Carreira · Tags: , ,

Quantas vezes no seu check in prestou atenção ao crachá do atendente e o chamou pelo nome? Quantas vezes agradeceu ao garçon do hotel? Dentro da hotelaria há profissionais invísiveis: camareiras, garçons e atendentes são alguns casos.  O cotidiano de um hotel se faz com pessoas e a hotelaria se faz pela hospitalidade, contudo, o cliente, aquele que usa os serviços e busca bom atendimento não retribui ao prestador com o “muito obrigado’. A invisibilidade de algumas profissões é um problema social e reflexo do individualismo e de uma sociedade que exclui.

Em entrevista para o Planeta Sustentável, o consultor da empresa RH em Hospitalidade, Aristides Faria, verifica essa contradição em sua área, reconhecida por acolher pessoas com poucos anos de estudo – e cuja mão de obra atende a pessoas de outros níveis socioeconômicos. É o caso de hotéis cujas diárias seus empregados não podem pagar. “Pródigo em rotular as pessoas, estratificar grupos e segregar os colaboradores em nichos específicos, o setor de serviços traz os jargões `recrutamento [de massas], `seleção [dos diferenciados] e `treinamento [tático, instrumental]”, ele diz. “Os uniformes também são usados nesse sentido, de igualar as pessoas, identificar pela vestimenta e não pelas especificidades do profissional.” Mas Aristides diz que a liberdade de expressão e o espaço para a espontaneidade é que fazem a diferença no contato com o cliente: “São os meios para que cada profissional possa dar seu tom ao trabalho e, com isso, ser notado por sua natureza”.

A invisibilidade não é uma exclusividade da hotelaria. Destacamos duas importantes reportagens sobre o assunto: uma no Planeta Sustentável  e outra na Rádio CBN. A primeira destaca os profissionais uniformizados, garis, seguranças e atendentes de hotel. Na segunda, os entrevistados são manobristas, atendentes de caixa e entregadores de pizza. Todos ignorados no seu cotidiano de trabalho.

Planeta Sustentável conta o caso de Fernando Braga da Costa.  Quando estudava psicologia, Fernando recebeu a incumbência de escolher uma profissão menos valorizada pela sociedade e exercê-la por um dia. A ideia era compreender que nem mesmo os psicólogos estão livres dos preconceitos e valores das classes mais privilegiadas. Fernando escolheu fazer seu trabalho de campo em meio aos garis da Cidade Universitária e, surpreso, descobriu que o ser humano é o único animal que finge não ver seu semelhante.  A rádio CBN traz Alexandre Pereira da Silva, entregador de Pizza, que encontra muito preconceito no seu cotidiano. Nem um Boa Noite recebe.

O estresse das grandes cidades e a agitação são as desculpas mais comuns para este tipo de atitude citada. Talvez sejam um dos fatores, pois cada vez mais temos menos tempo para a pausa e as ações cotidianas viram automáticas. Porém, respeito a toda e qualquer pessoa independente da sua função ou classe social deveria estar antes de horários, correrias ou problemas particulares. Somos iguais em direitos e toda e qualquer profissão exercida com ética é digna.

 

Confira a reportagem do Planeta Sustentável e da CBN 

 

 

12. julho 2012 · Comentários desativados em Hospitalidade é fato determinante na escolha do destino · Categories: Hotelaria de Fato · Tags: ,

Na hora de o turista brasileiro decidir o destino de sua próxima viagem dentro do próprio país há pelo menos duas preocupações que podem pesar e, muito, na escolha do local a ser visitado: a hospitalidade e as condições socioeconômicas. Além disso, o custo pode levar à mudança para um roteiro internacional.

É o que aponta a pesquisa Perfil do Turista e dos Segmentos de Oferta – Percepções e Comportamentos, encomendada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Confederação Nacional do Turismo (CNTur) à empresa de consultoria Decide Projetos & Consultoria Ltda. Esse trabalho faz parte do projeto Fortalecimento da Gestão das Micro e Pequenas Empresas do Turismo Brasileiro ao qual estão cadastradas l,2 mil companhias.O levantamento foi feito no período de 9 de agosto a 29 de setembro do ano passado, quando foram ouvidas 100 pessoas de ambos os sexos das mais variadas idades das classes C e B em cinco localidades: Brasília, São Paulo, Belém, Porto Alegre e Salvador.

A escolha do Nordeste foi apontada como favorável o contato com o sol, a praia e a boa hospitalidade da população. Mas muitos classificaram como desagradável estar diante das desigualdades sociais em um momento de lazer.

Já que no refere ao Sul do país, a pesquisa mostrou que o turista vê com simpatia a possibilidade de desfrutar do clima frio e, eventualmente, do cenário de neve bem como de cidades limpas e organizadas. Também foi destaque a alta expectativa em torno da qualidade de serviços a serem encontrados nessa região. No entanto, ficou evidente o ponto negativo da ‘pouca hospitalidade e receptividade da população’, ao que foi atribuído à influência das culturas europeias.

No Sudeste, entre as preferências estão a culinária mineira e a diversidade de oferta sobre o que fazer, na capital paulista. Quanto ao Norte do país, prevaleceu a vinculação dessa localidade com a exuberante natureza da Amazônia e de aspectos exóticos como a população indígena. A ressalva é a de se estar sujeito ao cansaço e a estresse pela falta de infraestrutura e dificuldade de locomoção.

O levantamento mostrou ainda que existem nichos a serem explorados nos mais variados segmentos que inclui entre outros o ecoturismo e turismo de aventura; cultural; religioso; turismo de estudos e intercâmbios e rural.
De acordo com a responsável pela pesquisa, Luciana Thomé, entre os desafios do setor está o de reduzir os custos para diminuir os preços sob pena de as empresas perderem clientes para opções mais baratas fora do país. Para o presidente da CNTur, Nelson de Abreu Pinto, a pesquisa deve auxiliar os empresários a tomar decisões de investimentos nesse momento que antecede à Copa do Mundo, em 2014 e, às Olimpíadas, em 2016.

Dados do CNTur indicam que o setor tem em torno de 2 milhões de empresas com uma participação de 3,6% no Produto Interno Bruto (PIB) e obteve um faturamento, em 2011, de R$ 127 bilhões. Apesar disso, conforme os dados, enquanto o Brasil recebe 5 milhões de turistas estrangeiros, na Ucrânia, esse número é mais de quatro vezes maior, atingindo os 21 milhões.

 

Fonte: Agência Brasil