21. maio 2012 · Comentários desativados em QI Profissional participa de evento que discute o futuro da hotelaria · Categories: Hotelaria de Fato, Novidades da QI · Tags: , , , , ,

Márcio Moraes, Gerente de Planejamento da QI Profissional, estará presente na 2ª edição do Bem Hospedar Curitiba: evento que discute o mercado da administração hoteleira e eventos na capital paranaense. O encontro ocorrerá na cidade de Curitiba no próximo dia 31 de maio e é organizado pelo Centro Europeu, uma das principais escolas de profissões e idiomas da América Latina.

Além de Márcio Moraes, estarão presentes: Carolina Sass de Haro (Managing Partner da Mapie Especialistas Estratégicos em Serviços), Márcia Valência (Gerente de RH da Administradora Hotelaria Brasil), Maria Cristina Carvalho (Diretora de RH do Hotel Bourbon)  e Ruth Bandeira (Diretora Regional Sul da Bernt Entchev).

Durante o evento, que contará com mesas redondas e palestras, serão discutidos tópicos como Perspectivas profissionais no mercado hoteleiro; Plano de carreira na hotelaria; Gestão de RH em um mercado hoteleiro em expansão; Os perfis profissionais mais valorizados pelo mercado; e Comunicação nas organizações prestadoras de serviço.

O Bem Hospedar Curitiba 2012 será realizado no Hotel Centro Europeu Tourist (Praça General Osório, 61), a partir das 19h. As inscrições custam R$ 20 + 1 kg de alimento (tudo o que for arrecadado será destinado ao Instituto Seja) e podem ser realizadas na sede da escola localizada na Rua Nunes Maxhado (nº 141). O evento conta com o patrocínio da empresas A Fábrika e Fazenda Paraíso; e tem o apoio do Café Boulevard, Barigui Park Hotel, Pestana Curitiba, Ibis, Hotéis Lancaster, Radisson, Mercure, Rede Slaviero Hotéis, Hotel Flat Petras e Lizon Curitiba Hotel. Mais informações pelo telefone (41) 3233-6669.

 

QI profissional com informações de Rafael Massadar de Mercado e Eventos. 

 

25. março 2012 · Comentários desativados em Prêmio VIHP destaca os melhores da hotelaria nacional · Categories: Gestão de Carreira · Tags: , , , , , , , , , ,

Projeto pioneiro, criado em 2010, está em sua segunda edição.

Num momento em que todas as atenções estão voltadas à hotelaria, em razão das preparações de grandes eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, o Hôtelier News e a QI Profissional promovem a segunda edição do Prêmio VIHP – Very Important Hotel Professional.

 

Criado pelo Hôtelier News e pela QI Profissional, a iniciativa tem como objetivo reconhecer os melhores profissionais em posição de liderança no mercado hoteleiro nacional. Conta com apoio institucional de sete importantes entidades do setor: FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil), ABG (Associação Brasileira de Governantas), Resort Brasil (Associação Brasileira de Resorts), ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), SPC&VB (São Paulo Convention & Visitors Bureau), Abracohr (Associação Brasileira dos Compradores de Hotéis e Restaurantes), FBHR (Federação Brasileira de Hotéis e Restaurantes), além do Terraço Itália, espaço onde acontece a cerimônia de premiação.

 

Segundo Peter Kutuchian, publisher do Hôtelier News, o capital humano é essencial na hotelaria, não sendo suficiente apenas oferecer um empreendimento moderno, com os melhores equipamentos, se não há um colaborador atendendo, liderando e assumindo o compromisso pela hospitalidade. Ele destaca que o Prêmio VIHP é um incentivo a todos os profissionais, principalmente hoteleiros e empresários, donos des meios de hospedagem. “Capacitem, treinem e incentivem. O retorno, além de ser garantido, promove a evolução do ser humano, e isso é o legado que cada um pode deixar para gerações futuras”, diz Kutuchian.

 

De mesma opinião é Ricardo Domingues, diretor executivo da Associação Brasileira de Resorts. “A segunda edição do Prêmio VIHP mostra a importância que o segmento hoteleiro vem conquistando no mercado brasileiro. O conceito do hoteleiro votar em outro hoteleiro valoriza ainda mais cada voto. Estou otimista, pois a cada ano novos profissionais têm seu trabalho reconhecido para além de suas fronteiras regionais”.

 

Ana Maria Biselli, diretora executiva do Fohb, considera o prêmio fundamental. “Prestigiar os talentos do setor é um estímulo para que os profissionais se aperfeiçoem permanentemente, tanto na execução de suas tarefas quanto em sua formação, impulsionando assim a carreira na hotelaria”

 

Carlos Fabbris, diretor de Recursos Humanos do grupo Posadas, vencedor da primeira edição do prêmio na categoria Gerência de RH, considera a conquista uma experiência inesquecível e de grande consequência profissional.Em primeiro lugar, é o mercado dizendo que seu trabalho é correto, siga em frente! Em segundo, é o reconhecimento de seus pares por tudo aquilo que você já ofereceu para as empresas com as quais trabalhou, trabalha e para aqueles com quem se relaciona neste nosso maravilhoso mundo hoteleiro”.

 

Os finalistas e as Categorias do prêmio

O Prêmio VIHP  deste ano tem 48 finalistas, sendo que três por cada uma das 16 categorias.

Profissionais de destaque de todo o Brasil concorreram às categorias: todas de nível gerencial, que abrangem as principais áreas como Gerência de Hospedagem e Gerência de Recepção e também nas diferentes categorias dos meios de hospedagem como Gerência Geral de Resort, Gerência Geral Hotel – Luxo e Gerência Geral de Hotel Econômico.

De acordo com Márcio Moraes, gerente de Carreira da QI, não importa se o hotel é grande ou pequeno, de categoria luxo ou econômica, há uma necessidade básica: qualificar profissionais e empresários. “Não há como uma empresa crescer sem lideranças competentes. São necessários profissionais qualificados que sirvam como referenciais para aqueles que chegam e para outros na fase de desenvolvimento, ambos necessitam ter ‘espelhos’ para progredir. Esse é um dos objetivos do Prêmio VIHP: divulgar esses referenciais do mercado de hospitalidade”, explica.

A cerimônia de entrega do Prêmio VIHP acontece no dia 26 de março de 2012 no Terraço Itália, em São Paulo. A apresentação será conduzida por Márcio Moraes e Peter Kutuchian e contará com a participação dos três finalistas de cada categoria, além de convidados especiais.

 

Os nomes dos finalistas e outros detalhes estão no site do Prêmio.

19. março 2012 · Comentários desativados em Pesquisa nos EUA levanta características dos diretores financeiros · Categories: Gestão de Carreira · Tags: , , , , , , ,

Com o papel dos diretores financeiros ficando cada vez mais complexo, há discussões surgindo sobre quais características são necessárias para um profissional exercer essa função hoje em dia. Na tentativa de esclarecer melhor o assunto e chegar a um conjunto de experiências e habilidades necessárias para ocupar o cargo, a consultoria Russel Reynolds analisou a carreira dos CFOs das empresas presentes na lista “Fortune 100”. Concluiu que 69% deles chegaram ao posto sendo promovidos internamente, enquanto 31% foram recrutados externamente.

Os dados são da reportagem do jornal Valor Econômico que também destaca:

Entre os que assumiram como CFO nos últimos três anos, 49% tinham experiência sólida em desenvolvimento estratégico, contra 22% dos indicados ao cargo há mais de três anos. A experiência internacional faz parte do currículo de 43% dos CFOs indicados para a função nos últimos três anos. Vivência em outro país fez parte da carreira de apenas 25% dos contratados há mais de três anos.

Apesar da preferência dada a algumas experiências prévias, são poucos os CFOs que reúnem todas essas características. Apenas 9% dos diretores financeiros da “Fortune 100” apresentam experiência internacional, como gerente geral e com desenvolvimento estratégico.

Sobre a formação acadêmica dos CFOs, 62% têm pós-graduação, sendo que 54% fizeram MBA. Apenas metade, no entanto, cursou uma escola entre as 25 mais conceituadas.

As mulheres ainda têm pouca representação entre os CFOs e somam 10% dos profissionais apenas. Nos últimos três anos, no entanto, elas responderam por 20% das indicações ao cargo de diretor financeiro nas empresas listadas na “Fortune 100”.

 

Confira reportagem completa no site do jornal Valor Econômico.

 

28. fevereiro 2012 · Comentários desativados em Hotelaria – qualificação profissional · Categories: Artigos · Tags: , , , , , , , ,
 Artigo publicado quinta-feira, 16 de março de 2010 no Hôtelier News

          Por Márcio Moraes

 

Novamente a bandeira do mercado hoteleiro como grande oportunidade de emprego surge com advento da Copa do Mundo. As recentes notícias dão conta de 266 novos projetos nas cidades sedes da Copa. Contudo, os hotéis, que primam pela qualidade, reconhecem que o mercado ainda não está preparado para atender a uma demanda internacional e, por isso, começaram a investir na qualificação da mão-de-obra.

Há uma escassez de profissionais qualificados e há pouco tempo para alcançar o nível de qualidade que o evento exige. Entre as soluções para suprir a escassez de profissionais estão: a qualificação via ensino superior e técnico e o aumento de cursos de capacitação para os trabalhadores da área. Dois pontos aparentemente simples, mas de uma complexidade tamanha.

Nos últimos anos há uma diminuição da demanda de alunos dos cursos superiores e técnicos. Profissionais relatam que poucos alunos seguiram a carreira em Hotelaria, principalmente entre os graduados em curso superior. Muitos não compreenderam, porque depois de formados não gerenciaram um hotel e perceberam que a porta de entrada é a mesma para os práticos, técnicos, tecnólogos e bacharéis. A realidade mostrou, como acontece com as demais carreiras, o conhecimento acadêmico é uma etapa e não o final do processo. A união entre teoria e prática é mais que necessária.

Doutora Marilia Gomes dos Reis Ansarah, professora e coordenadora de ensino superior e autora do livro Formação e Capacitação do Profissional em Turismo e Hotelaria, defende a qualidade no ensino superior em turismo e entende que o sucesso do mercado dependerá:
– Da capacidade criativa dos profissionais;
– Da habilidade na introdução de novas tecnologias;
– Do uso de novos processos e formas de organização;
– Da capacidade de adaptação do profissional: fator-chave do êxito para as empresas;
– Da busca constante de produtividade: o principal objetivo e a única possibilidade de sobrevivência dos profissionais.

Uma instituição de ensino deve ser muito mais que uma preparação para o mercado, ela deve despertar no aluno a importância da pesquisa e investigação, além de estar em sintonia com o futuro. A maior parte dos profissionais formados em cursos superiores preenche as vagas das redes hoteleiras e de empreendimentos de categoria superior, exigentes quanto ao profissionalismo. Contudo, mais de 80% dos empreendimentos hoteleiros são de hotéis independentes e eles também necessitam de qualificação.

A maioria dos pequenos empreendimentos aprendeu a qualificar seus profissionais na prática. Quem nunca ouviu aquela frase: “Aqui se aprende no dia a dia, atrás de um balcão de recepção”. Essa mesma cultura com uma dose de planejamento e acompanhamento de um profissional especializado em Treinamento e Desenvolvimento poderá desenvolver educadores internos, comumente chamados de agente multiplicadores. Como exemplo, a iniciativa do Sindicato patronal de Aparecida e Vale Histórico, no interior de São Paulo. Com apoio de uma ONG e do Ministério do Turismo, realizaram cursos para 900 pessoas, entre recepcionistas, garçons, cozinheiros e camareiras. A mobilização uniu consultores, coordenadores de cursos, secretários de Turismo, professores, vereadores e presidentes de associações em prol da prioridade maior: a qualificação profissional.

Não importa se o empreendimento é grande ou pequeno, há uma necessidade básica: qualificar profissionais e empresários. A proposta por uma qualificação que atinja os diversos universos passa pela compreensão da realidade de cada região, em cada empreendimento. O exemplo de Aparecida é muito pertinente nesse sentido.

Para o profissional fica o grande desafio de torna-se independente, conduzir sua carreira de forma autônoma. O sucesso de uma carreira no mercado hoteleiro necessita de muito esforço e planejamento. O mercado carece de profissionais com habilidades múltiplas – o que vai além de saber fazer diversas atividades. O profissional tem que ser facilitador e ter a competência de avaliar e solucionar problemas, de julgar e agir, aprender e transferir aprendizagem. O desenvolvimento de profissionais polivalentes exige empresas e líderes polivalentes.

Márcio Moraes é especialista em planejamento de carreira no mercado de hospitalidade,  está na hotelaria há mais de 20 anos. Sócio-fundador da QI.

22. junho 2010 · Comentários desativados em Competência além do cargo · Categories: Artigos · Tags: , , , , , , , , , ,
 Artigo publicado em 22 de junho de 2010 no Hôtelier News

Aqui e em todo mundo, o maior interesse de um profissional é ser reconhecido como o candidato ideal, com capacidade para solucionar  problemas, oferecer novos caminhos para conflitos e  contribuir para a valorização da empresa no mercado. Contudo, tal tarefa não é simples. Para se destacar o profissional precisa romper a barreira do modismo, da mesmice e desenvolver um estilo diferente: flexível e com autonomia intelectual. Algo compatível com as necessidades atuais e futuras do mercado hoteleiro. Agora, como isso é possível? Muitas dúvidas ocorrem quando se planeja uma carreira, entre elas: Como desenvolver sua carreira e desempenhar funções de maneira íntegra? Como mudar de área ou se dedicar ao trabalho?

As incertezas e o comodismo são dois fatores que abatem a carreira dos profissionais. Investir no autoconhecimento e no planejamento contribui para evitar que o profissional construa uma carreira desproporcional aos interesses particulares e do mercado. Para ser diferente, o profissional precisa questionar a forma como desenvolve a sua carreira, não importa o estágio em que se encontra. Cabe ao profissional, apoiado de bom senso, repensar a situação em que se encontra e em que momento encerra e começa um ciclo. Entretanto, a maioria ainda acredita que carreira significa conquistar cargos. Uma crença restrita e, no mínimo, imediatista.

A autocrítica faz com que o profissional compreenda os seus limites, os motivos dos sucessos e dos fracassos, caminhos para encontrar o seu papel no ambiente coletivo de uma organização. Com planejamento desenvolverá adaptabilidade a estruturas organizacionais modernas, aproveitando as oportunidades desenhadas no organograma em movimentos também horizontais, ao invés de continuar investindo tão somente no modelo antigo de verticalização e crescimento linear.

Nesse entendimento é importante destacar que há uma grande diferença entre ter o título e exercer a função necessária para ele. Na posição de gerente geral, por exemplo, encontramos profissionais competentes para média gerência ou chefia. Perde principalmente o profissional, com um currículo desalinhado e defenderá no futuro uma posição onde não tem nenhuma familiaridade ou será considerado, se balizado pelo cargo, como acima de funções onde realmente teria competência.

Há também profissionais muito competentes em subempregos e muitas vezes a empresa tem consciência desse fato. Encontramos profissionais no cargo certo, mas não na função. É o gerente geral com restrições a área administrativa e financeira, desempenhando funções de gerente operacional. Muitas dessas situações acontecem em processos de seleção onde não há aprofundamento do perfil ideal para a vaga, novamente utilizam sem critério a titulação do cargo. Espera-se, também, que o profissional tome conhecimento das responsabilidades e da autonomia das funções, e seja suficientemente crítico para prever que o papel a ser desempenhado está abaixo das suas qualificações. E conhecimento esquecido é conhecimento não adquirido.

As funções desempenhadas em cargos intermediários tradicionalmente servem como escaladas para posições superiores e justamente nessa etapa onde acontecem as maiores confusões. Os casos são inúmeros, entre os clássicos está o gerente de hospedagem que num hotel é responsável pelos setores de recepção e governança, em outro é somente pela recepção. Para confundir ainda mais há chefes de recepção que são responsáveis também pelas áreas de lazer e manutenção. O que vem por ai não ameniza a situação, a eliminação dos cargos de gerência intermediária é fato em vários hotéis. A função permanece, o que muda é o cargo, assume o coordenador ou assistente de gerência, esse por sinal agrega as funções de gerente de hospedagem e de A&B (alimentos e bebidas), não incomum também a área administrativa. Mesmo assim ficará o profissional preso às condições oferecidas pela empresa. Nesse ponto que a área acadêmica assumirá papel fundamental inserindo o profissional em contextos complexos, em cenários diversificados e complementará a experiência adquirida no mundo corporativo. Experiências que contribuirão com subsídios para explicar ao mercado as reais competências do profissional.

Muito mais importante que a nomenclatura do cargo é a competência, desenvolvendo as capacidades humanas (conhecimento, habilidade e atitude) e entendendo que a  competência não está encapsulada na tarefa, muito menos é um estoque de conhecimentos teóricos e empíricos. Assim diz, Guy Le Boterf, autor de livros referência no mundo corporativo, competência é uma encruzilhada com três eixos formados pela pessoa, pela formação educacional e pela experiência profissional.

Compreendendo que experiência não no contexto cronológico e sim na riqueza de vivências com situações semelhantes ao qual desenvolverá no cargo. Assim um gerente de flat, por exemplo,  terá maior valor no mercado se tiver além das competências tradicionais de gestão em hoteleira, a habilidade de comunicação – algo eficaz ao seu desempenho em assembleias com investidores e condôminos.

O profissional competente valoriza suas atitudes ao longo da carreira, investe em si mesmo, se realiza e aprecia a sua própria obra. Realizações que estão acima da posição hierárquica ou remuneração, que além de contribuir com valor econômico para as organizações, também agrega valor social. Ações essas que desenvolvem o profissional e o cidadão.

09. fevereiro 2010 · Comentários desativados em O gestor que não sorri · Categories: Artigos · Tags: , , , ,
 Artigo publicado em 9 de fevereiro de 2010 no Hôtelier News

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
– Em que espelho ficou perdida
A minha face?

 Retrato – Cecília Meireles

O poema de Cecília Meireles pode ser tomado como descrição de alguns dos atuais gestores hoteleiros. “Olhos vazios”, “coração que não se mostra” e face irreconhecível diante do espelho. Nas entrelinhas do belo poema, lemos também a ausência de sorriso. Pode parecer exagero, contudo, é cada vez mais frequente, durante as minhas consultorias, ouvir sobre a desmotivação dos gerentes.

O gestor forma a personalidade e imagem de sua equipe. Além de eficiência e eficácia, o atendimento no ramo hoteleiro é lembrado por sua cordialidade e simpatia. Um gerente sempre carrancudo e sem paciência, coordena equipes com o mesmo defeito.

Durante a trajetória até o posto mais cobiçado de sua carreira, ele perdeu a maior ligação com a hotelaria: a cordialidade. Hoje esse gestor faz parte de um seleto grupo, a dos “vitoriosos”. Entretanto, liderança e seriedade não são palavras sinônimas de rudeza e mau humor. Há gerente que acredita que o sorriso é para os profissionais da base da pirâmide, não para ele.

Um grande equívoco. Não praticando a cordialidade, o gestor se esquece que as pequenas gentilezas contribuem para a motivação que envolverá o ambiente de trabalho. Infelizmente, não há treinamento que obrigue um colaborador a sorrir espontaneamente: o tipo de sorriso mais valorizado pelo cliente. O sorriso sincero é feito, somente, por pessoas que acreditam no seu trabalho e tem como referencial uma organização que transfere bons exemplos.

Caso contrário, o cliente terá que se contentar com o sorriso mecanizado em um rosto sem expressão. O hóspede sabe que diante de um colaborador apático deverá fazer uma pausa na alegria.

O gerente de hotéis desempenha diversos papéis. Ele está em contato com inúmeras pessoas, sejam colaboradores, clientes, investidores. Precisa ter uma visão estratégica do negócio e do mercado. Ele é facilitador das atividades do hotel e as suas atitudes servem como espelho para os demais profissionais que coordena e gerencia. E seu sucesso depende de maturidade, competência técnica,  bom senso e, principalmente, do constante investimento no relacionamento interpessoal.

Desta maneira, o bom humor não desmerece o profissional, não o torna mais frágil diante dos seus liderados. O humor é uma das principais formas de ressaltar o lado humano dos profissionais. Na dose certa, contribui para transferir bons fluidos para o ambiente de trabalho, facilita o convívio e a solução de conflitos e aumenta a produtividade. É um ótimo exercício que proporciona relaxamento diante da rotina estressante de um gerente e contribui para elevar a autoconfiança da equipe.

O poder do bom humor é levado a sério. Estudado profundamente por cientistas, o riso aliado a técnicas serve como terapia. A Risoterapia contribui para a recuperação e prevenção de doenças. Há psicólogos especializados nessa modalidade de terapia com bons resultados na solução de problemas de relacionamento, incluindo o desenvolvimento da capacidade de convivência harmoniosa no ambiente de trabalho.

O exemplo mais conhecido da importância do riso pode ser explicado pela atuação da ong Doutores da Alegria. Os profissionais visitam crianças em hospitais e as fazem sorrir. Seus integrantes são simpaticamente chamados de ‘besteirologistas”, artistas profissionais com especialização na mais antiga arte do circo, o famoso palhaço. Não é qualquer um que pode ser parte da organização. Para ser parte da ong, há um processo de seleção rigoroso. O profissional candidato deverá ser artista profissional especializado na linguagem do palhaço e, depois de selecionado, passará por treinamento durante três meses e somente depois poderá exercer a função de “besteirólogo”.

O exemplo dos Doutores da Alegria nos remete à reflexão de como o ambiente de trabalho pode ser muito mais leve e prazeroso com gestos cordiais e sinceros. A prática do bom humor é mais que necessária. Mesmo os profissionais com histórico de alto desempenho precisam provar que tem bom relacionamento interpessoal e conseguem gerenciar conflitos de maneira madura e com muita inteligência emocional.

Ficou curioso sobre o poder do bom humor? Olhe-se de novo no espelho, busque outra face, pratique o bom humor e seja mais feliz.