04. setembro 2013 · Comentários desativados em Seis dos 14 hotéis financiados para Copa não funcionarão no Mundial · Categories: Hotelaria de Fato · Tags: ,

Todos eles conseguiram mais de R$ 660 milhões em empréstimos, ou seja, cerca de 65% do total já aprovado pelo BNDES para hotéis. Oito projetos financiados pelo banco que ficarão prontos para a Copa conseguiram R$ 242 milhões, o que dá 27% do montando emprestado.

Conheça as obras em hotéis financiadas pelo BNDES UOL Copa.

06. fevereiro 2013 · Comentários desativados em Os quartos do futuro · Categories: Hotelaria de Fato · Tags: , , , ,

Os quartos do futuro

Durante conferência de turismo realizada na Espanha, a FITURTECH 2013, foi exibido um projeto pelo studio de design SerranoBrothers desenvolvido em parceria com o Instituto Tecnológico Hotelero de Madri. O projeto revela como poderão ser os quartos de hotéis no futuro.

O quarto, batizado de ITH Room Xperience, é focado na interação entre os smartphones usados pelo hospede e as telas, paredes, espelhos e até o chão do dormitório. O ambiente contaria com diversos displays sensíveis ao toque e até um espelho interativo, no qual o visitante poderia experimentar as roupas sem nem se quer vesti-las.

Além de um espaço para descanso, o ITH Room Xperience também prevê um spa e um local apenas para o hospede relaxar e admirar a paisagem através de janelas com o formato de olhos, que abrem e fecham suas pálpebras conforme o comando.

Leia mais e assista o vídeo em TECMUNDO

 

Na copa e nas olimpíadas tarifas harmonizadas

Em uma reunião entre empresários hoteleiros e o ministro do turismo, Gastão Vieira, ficou acertado que trabalharão em conjunto de modo a harmonizar as tarifas dos hotéis, eles prometeram que não haverá preços abusivos durante a Copa e a Olimpíada, o monitoramente será feito periodicamente.

Vieira disse que pretende visitar as cidades onde haverá jogos, acompanhado de empresários. “O governo não vai permitir que sejam cobrados preços acima da realidade de mercado e para a peculiaridade do momento dos eventos”, disse o ministro.

Leia mais em EXAME

 

27. fevereiro 2012 · Comentários desativados em Número de hotéis para a Copa ainda preocupa · Categories: Hotelaria de Fato · Tags: ,

O Placar da Hotelaria, levantamento da consultoria Hotel Invest, mapeou 20 mil novos quartos previstos para inauguração até 2015 nas doze cidades que sediarão jogos da Copa. Desse total, quase 40% são de projetos anunciados no segundo semestre de 2011. Fonte: Estado de São Paulo.

Confira reportagem completa no site do Estadão

 

 

22. dezembro 2009 · Comentários desativados em 2010, o ano da hotelaria! · Categories: Artigos · Tags: , , , , ,
Artigo publicado terça-feira, 22 de dezembro de 2009  no Hôtelier News

O ano de 2010 contará com um cenário bem diferente de 2009, período que registrou redução salarial dos gerentes, nenhum aumento de vagas de emprego e uso de muita criatividade para cobrir as necessidades do setor. Para o ano que se inicia as previsões são muito favoráveis para o mercado hoteleiro e entre os principais acontecimentos da nova fase, se destacam o lançamento da Copa do Mundo 2014 e o investimento que o evento trará para o país. Contudo, apesar do otimismo e das expectativas, o desenvolvimento do turismo necessita de ações efetivas em infraestrutura, malha viária e, especialmente, na mão de obra qualificada.

O capital humano continua sendo o principal diferencial do mercado hoteleiro, pois as estruturas físicas, decoração e tecnologia são fáceis de ser implantadas. Defendo esse argumento há pelo menos 20 anos. Para que de fato ocorra uma expansão de toda a oferta hoteleira no país se faz necessária a qualificação das bases de gerência, operacional e administrativa. O governo assinala o incremento de cursos técnicos e profissionalizantes de curta duração, porém deve-se ter cautela se eles trarão resultados efetivos e do alcance nacional. Pois, além de cursos técnicos, a política pública de educação no país deve atender a todos os campos de formação da hotelaria. E uma grande preocupação, ainda em voga, é a falta de sintonia entre o mercado de trabalho e as instituições de ensino, que pouco dialogam. Para citar pequenos exemplos, as grades curriculares das universidades são incompatíveis com as necessidades do mercado e poucas empresas conhecem realmente a verdadeira importância dos estagiários.

O mercado de trabalho necessita de profissionais práticos e condizentes com suas respectivas áreas de atuação (um ponto muito citado nas pesquisas com gestores quando questionados sobre os recém-formados). As escolas devem formar profissionais completos, com senso ético e capacitados para ocuparem espaços de liderança. Todo o mercado de trabalho reclama da carência de profissionais qualificados e de um outro lado, o setor acadêmico  percebe a diminuição desenfreada da demanda por cursos.

Matéria publicada na revista Exame PME de dezembro assinala a dimensão da preocupação das pequenas e médias empresas com os universitários recém-formados. Evidenciam a carência destes profissionais nas habilidades pessoais, dentre elas são citadas as cinco principais:

1) Pensamento crítico;
2) Comunicação oral e escrita;
3) Habilidades pessoais, como negociar e trabalhar de forma colaborativa;
4) Liderança;
5) Domínio de idiomas.

Cursos de Hotelaria e o mercado de trabalho
Nas minhas pesquisas e no meu trabalho prático busco investigar as relações entre e formação de lideranças capacitadas e as qualidades dos cursos; expectativas dos alunos e formados na área. Em nossa empresa de consultoria em carreira e site de divulgação de vagas para o mercado hoteleiro, recebemos em média 3 mil currículos por mês, e apenas 1% dos candidatos cumpre as necessidades do mercado. Uma parte desses currículos são de aventureiros. Entretanto, muitos profissionais específicos do mercado hoteleiro conduzem suas carreiras sem um planejamento adequado. Há profissionais com pós-graduação e com inglês básico, por exemplo, ou há profissionais muito experientes sem uma formação acadêmica, ambas as situações dificultam o desenvolvimento de suas carreiras.

Na hotelaria, a principal porta de entrada é a base operacional, onde alunos recém-formados e estagiários disputam em iguais condições com pessoas sem formação específica. Para o mercado o que prevalece são as diferenças individuais e a grande maioria é excluída dos processos por não ter um segundo idioma. Nesse caso não importa o tempo de estudo, mas o quanto ele pode se comunicar com clareza com os clientes. Algo contraditório, pois quem escolheu como profissão a hotelaria e por isso dedicou dois ou quatro anos não leva vantagem. E não há como condenar as empresas, mesmo porque, como trabalhar em um empreendimento hoteleiro com demanda internacional sem saber falar um segundo idioma? E o mais preocupante, boa parte dos profissionais não apresenta iniciativa para aprendê-lo.

O mercado realiza compensações, um profissional em início de carreira apresenta vantagem em média de 30% na remuneração quando tem fluência em outro idioma, porém o mesmo não acontece com o diploma de ensino técnico ou superior. Cada vez mais o profissional que não consegue se comunicar além da língua nativa perde espaço, pois há uma tendência da crescente demanda de turismo internacional. Com o tempo, muitos desses empreendimentos que atraem atualmente somente a demanda de turistas nacionais deverão se reposicionar e receber também o público internacional.

Tal situação leva a crer que seria muito mais vantajoso para o mercado buscar seus profissionais em escolas de idiomas do que propriamente em entidades profissionalizantes na hotelaria. Contudo, tal ação vai contra no desenvolvimento da cultura hoteleira no país. Formação técnica e acadêmica e domínio de idiomas devem ser exigidos conjuntamente e de pouco adianta ter um profissional proficiente em línguas se ele não possui as ferramentas de um profissional do ramo e não sabe se comunicar com um mercado consumidor cada vez mais exigente.

O advento da internet diminuiu a distância, permitindo o acesso às informações que antes eram privilégio de poucos especialistas. Existe um grupo cada vez maior de consumidores conscientes sobre a qualidade dos serviços. Antes do advento da internet nos preocupávamos com a divulgação das experiências negativas para cerca de dez pessoas. Agora com as redes sociais se consegue disseminar para milhares ou milhões de pessoas em pouco tempo. Facilmente uma experiência negativa poderá colocar em perda a estratégia de desenvolvimento de um empreendimento hoteleiro. O futuro nos proporciona uma situação no mínimo complicada de lidar. Vivemos a era do “big brother”. Uma simples imagem ou declaração gravada num celular poderá comprometer executivos e a reputação de suas empresas.

Espera-se para os próximos anos mudanças no perfil de conduta dos consumidores cada vez mais conscientes do seu papel, fato que deverá elevar a necessidade de estruturas organizacionais mais qualificadas. Segundo pesquisa realizada pela Amadeus IT Group, com o título Viajante Amador-Especialista, ressalta que nos próximos dez anos haverá uma mudança de comportamento dos viajantes. Segundo a pesquisa, “o viajante amador-especialista tem muito mais conhecimento sobre o destino de sua viagem e sobre o que esperar quando estiver lá. Suas expectativas divergem entre uma experiência totalmente virtual e um serviço personalizado de alto nível”.

Com o aumento dos números de pessoas que ultrapassam as fronteiras geográficas, maior será o volume de informações e referenciais que os futuros hóspedes terão para comparar os valores e benefícios dos hotéis, dificultando ainda mais o controle sobre as marcas. A costumeira pergunta dos recepcionistas no check-out, “como foi sua estada”, poderá ser feita tardiamente para efetivar-se qualquer correção, o hóspede no próprio  apartamento do hotel, em instantes após o check-in poderá divulgar a sua visão sobre o hotel a milhões de outros seguidores. O formador de opinião não terá apenas um título acadêmico ou empresarial. Na era da comunicação em massa qualquer um poderá ser um formador de opinião, ou seja, todos pleiteiam um tratamento vip.

Desta maneira, serão exigidas do mercado hoteleiro estratégias de investimento em profissionais com as seguintes competências: avaliar situações, tomar decisões com base em fatos; executar atividades complexas e correlacionadas com os demais departamentos; ser criativo mas, com uma visão crítica sobre o ideal e o real; saber se comunicar com clareza tanto com a base operacional e com a alta direção; lidar com as complexidades da sociedade contemporânea; desenvolver procedimentos e processos adequados e realistas. Novamente reitero que apenas um profissional com larga formação técnica e acadêmica, sensibilidade, agilidade e espírito de equipe e liderança pode estar à frente das redes hoteleiras.

O profissional gestor e qualificado precisará desenvolver uma visão holística, superar as paredes do hotel, conhecer as estruturas macroeconômica e de mercado. Antes avaliávamos a gestão de um hotel com base nos índices de desempenho tradicionais como: Diária Média e Taxa de Ocupação, atualmente, o gestor precisa interpretar e confrontar dados e informações complexas, diferentes: RevPar, Flow Trought, GOP (orçado e realizado), lucro departamental, taxa de conversão de reservas, CMV, Custo de Mão-de-Obra em relação a receita gerada, e por último um índice apresentado por um consultor em A&B, Marcelo Traldi: Triple Bottom Line, capacidade de gerar bons resultados financeiros, sociais e ambientais.

Assim como os demais mercados, não encontramos profissionais gestores qualificados tão facilmente. E os poucos que reconhecem a sua competência exigem das empresas a contrapartida. Recentemente entrevistei um grupo de gestores que me passou a expectativa sobre a organização que estão procurando. Esses profissionais questionam se a empresa contratante oferece os seguintes pontos:

  • Contato com profissionais, também qualificados, formação de uma equipe baseada na competência;
  • Lideres que são referências;
  • Projeto desafiador e que promova crescimento profissional, sirva como histórico de conquistas;
  • Coerência dos produtos e capacidade operacional e financeira com a missão e visão da organização;
  • Compatibilidade da trajetória de desenvolvimento na empresa com os objetivos profissionais e com as expectativas da família. Normalmente esse profissional busca harmonia entre seus objetivos profissionais e o da família, desempenhará esforços, mas não sacrifícios;
  • Plano de carreira que possibilite uma visão de crescimento à longo prazo.

Pode parecer estranho para muitos, mas é real. Os profissionais qualificados estão selecionando as empresas. Se a maioria dessas respostas não for positiva, é possível que o recrutador receba como retorno uma negativa. Essa manifestação de insatisfação do profissional pela proposta é encarada, por algumas empresas, como ofensa. Nesse caso os profissionais assinalam a necessidade dessas empresas revisarem a política de Recursos Humanos, ou seja, oferecer maiores garantias. A principal questão do profissional é: o quanto essa empresa contribuirá na minha carreira? As empresas com carência de um bom “enredo”, que possibilite crescimento profissional, poderão nos próximos anos se comprometer por falta de “personagens”.

É comum perguntarem antes de iniciar a operacionalização de um empreendimento: qual é o primeiro passo?. No caso da hotelaria a pergunta pode ser outra: qual o primeiro protagonista em um empreendimento hoteleiro? Deveriam receber como resposta: o primeiro profissional é o gestor em Recursos Humanos. Esse profissional contribuirá para contratar os demais gestores e esses, por sua vez, ajudarão na seleção de seus respectivos colaboradores.

Planejamento e estratégias para gestão de pessoas são bases de uma boa política de recursos humanos. Apenas munidos de tais ferramentas as empresas conseguem superar as dificuldades e fazer com que o mercado hoteleiro brasileiro seja similar à média internacional.

A verdadeira gestão de Pessoas promove a otimização dos recursos financeiros e técnicos, faz com que as metas sejam alcançadas de maneira efetiva e o empreendimento hoteleiro cresce e conquista o mercado. Uma equipe começa com um correto processo de recrutamento e seleção, muito bem planejado e executado. Unido a uma política de cargos e salários compatíveis com a realidade da empresa e das condições do mercado.

Reciclar profissionais e dar valor aos capacitados são quesitos fundamentais. Isso porque buscar talentos é um dos principais desafios, porém o maior deles está em mantê-los. Conforme já destacado anteriormente são as pessoas que conduzem a hotelaria a um nível de excelência e no desenvolvimento da vantagem competitiva no mercado. Tarefa que não é somente de um departamento e sim de toda a equipe, desde o presidente até o profissional da base operacional. Selecionar corretamente pode trazer mais resultados, mas as peças só funcionam em conjunto e com uma boa gestão. Com este afinamento alcançado, os resultados virão tanto em números como na satisfação por trabalhar numa empresa que valoriza o profissional e percebe o presente do mundo globalizado e planeja de forma consciente o futuro.