28. julho 2014 · Comentários desativados em Preciso de uma governanta. Qual? · Categories: Artigos · Tags: , , , , , , , , , , , ,

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Algumas empresas se debruçam no planejamento dos recursos humanos e, de forma estratégica, se antecipam às necessidades, ora desenvolvendo sucessores, ora buscando, no mercado, o profissional que atenda às especificidades do cargo, respeitando a alma da empresa e os objetivos da função.

Por outro lado, a maioria das empresas não investe com o mesmo empenho nos processos seletivos, começando pela análise superficial do currículo com base apenas na avaliação das competências técnicas. É preciso definir o perfil exato do futuro profissional para que a contratação seja, de fato, certeira.

Ao tentar responder a pergunta que originou o título do artigo, a empresa poderá assinalar, por exemplo, que precisa de uma governanta que saiba reestruturar e supervisionar a equipe, coordenar as atividades, conter os custos, acompanhar as políticas e padrões, como também os planos orçamentários, qualificar equipes e elaborar escalas de serviços.

No que tange o comportamento desse profissional, a empresa tentará “pescar” um comportamento corriqueiro e torná-lo padrão. Por exemplo, profissionais que não apresentaram estabilidade nos últimos empregos serão rotulados com a imagem que repetirão esse histórico sempre.

Se fosse fácil selecionar profissionais, não estaríamos passando por uma série de erros que levam a alta rotatividade em muitas empresas, devido à complexidade dos processos de contratação. A solução pode estar em compreender a real importância do processo de seleção e incluir, na arquitetura do cargo, também as competências comportamentais analisadas com ferramentas apropriadas, evitando a subjetividade.

Há dois exemplos, que recentemente tive contato, que apresentaram competências técnicas semelhantes, ou seja, estariam facilmente concorrendo às mesmas vagas no mercado. Porém, apresentam comportamentos diferentes. O principal talento delas será utilizado para denominá-las e, assim, compreenderemos como os perfis apresentam distinções no atendimento das demandas.

A Governanta Observadora apresenta como principal característica a capacidade de buscar fatos históricos para compor suas ações no presente e futuro. Dessa forma, consegue interferir e corrigir os erros. Apresenta facilidade e necessidade de identificar padrões e é justamente nesse quesito que busca segurança para lidar com as situações e tomar decisões. Utiliza das perguntas para encontrar uma visão linear dentro do tempo e do espaço. A produtividade da Governanta Observadora aparece com o tempo, quando se ambienta com a política e padrões da empresa, a profissional deixa de ver o ambiente como desconhecido e, a partir daí, desabrocha uma gestora servidora de apoio à equipe. Deste momento em diante, compreende com facilidade o caminho que deve tomar para acompanhar o time e, principalmente, se reconhece como parte integrante do grupo.

Já a Governanta Gerenciadora é seletiva no relacionamento profissional, procura pessoas com credibilidade e alta capacidade para associar-se. Nessa composição de grupo, ela sente a possibilidade de vencer barreiras, investindo todos os recursos para transformar sua equipe em pessoas de alta eficiência. No processo seletivo para composição de seu time, optará por profissionais que permitem e apresentem condições de evoluir e crescer profissionalmente. Sua principal característica é conduzir seus colaboradores para o desenvolvimento, saindo do medíocre em direção ao excepcional. A Governanta Gerenciadora administra sua equipe para atingir resultados através da persuasão, sem agressividade. Ela projeta no trabalho um modo de vida, pois tem personalidade de pessoa objetiva e assertiva, agindo sempre de forma positiva e arrojada.

O sucesso desses perfis na empresa dependerá de como essas características comportamentais serão respeitadas e se haverá sintonia com as políticas da empresa.

A Governanta Observadora será mais produtiva em uma empresa estável, com padrões bem definidos e que valorize relacionamentos sociais e de consideração entre seus funcionários, isto é, uma empresa que apresente planejamentos em médio e longo prazo, incluindo as possíveis mudanças. Para que sua equipe seja eficiente e se desenvolva para atingir resultados positivos, o gestor responsável pelo trabalho da governanta deverá dar tempo para que ela possa pensar e agir, dentro do possível, é claro. É preciso saber aproveitar as qualidades dela como planejadora e suas características de ponderação e obstinação.

Já a Governanta Gerenciadora necessita de ambiente que favoreça o desenvolvimento, que necessita de respostas rápidas e dinâmicas, como também prioriza os resultados focados na objetividade. Será mais produtiva em empresas que apresentam mudanças constantes e evolutivas, que compreendam as necessidades das pessoas, mas necessita de lideres que tomam decisões, na sua maioria, de forma independente.

Os pontos mais destacáveis desse perfil são: a automotivação e a tendência em agir por conta própria. Seu gerente deverá estar atento a essa característica, para extrair o melhor de sua produtividade, provendo um ambiente em que ela possa seguir seus caminhos, desde que os resultados finais sejam os esperados. Para esse perfil, é importante que seu gerente lhe apresente desafios constantes e a premie por objetivos atingidos, mantendo-a sempre em atividade.

Interessante compreender que para esses dois perfis há oportunidades de trabalho, porém ou trabalharão em empresas diferentes ou numa mesma empresa em momentos diferentes. Como também é nítido compreender que os gerentes, lideres desses perfis, também apresentam estilos diferentes de relacionamento. Desta forma, é compreensível que a competência técnica não seja suficiente para designar um profissional compatível.

Acredito, com essa análise, que esteja mais fácil entender determinados perfis que passaram pela empresa, mesmo com alta competência técnica, mas apresentaram pouca produtividade ou uma passagem rápida.

*Baseados em perfis reais, utilizando a ferramenta DISC. Trechos do texto foram extraídos do relatório da análise descritiva de profissionais representados pela QI Profissional.

10. dezembro 2012 · Comentários desativados em Brasil está ficando para trás no turismo internacional · Categories: Artigos · Tags: , , ,

Por João Luís de Almeida Machado

Brasil recebeu pouco mais de 5 milhões de turistas em 2010 e 2011. Entenda melhor estes números e perceba o país nos rankings mundiais de turismo.

Em 2010, de acordo com dados do Ministério do Turismo, o Brasil oficialmente recebeu 5.161.379 turistas provenientes de outros países. Este número cresceu no ano seguinte, ou seja, em 2011, para 5.433.354 visitantes.

Vamos então analisar estes números para entender como anda a indústria do Turismo no país.

– O crescimento verificado de um ano para outro foi de 271.975 visitantes a mais em terras brasileiras.

– Em termos percentuais tivemos de 2010 para 2011 um crescimento de 5,27% no fluxo de turistas para o Brasil.

– Em 2011 tivemos uma média de 14.885 visitantes por dia chegando ao país comparados aos 14.140 registrados em média no ano anterior.

– Somente a título de comparação é válido e importante verificar quais os países que tem maior visitação anual de turistas. Confiram os dados da tabela abaixo:

– Os dados do Brasil colocam o país na 37ª colocação no ranking mundial, logo atrás de Marrocos, Tunísia, República Tcheca, Coréia do Sul e Bulgária.

– Entre os países latino-americanos, o Brasil fica atrás do México e pouco acima da Argentina, que recebe aproximadamente 4,2 milhões de visitantes por ano.

– Estamos, no entanto, abaixo de nações menores territorialmente e que ostentam menos atributos naturais de interesse, como praias, florestas, montanhas e rios como Portugal, Ucrânia, Arábia Saudita, Hong Kong, Irlanda, Macau e Singapura.

Dados recentes revelam que o país caiu 7 posições no Ranking do Turismo Internacional que leva em consideração dados mais abrangentes que o número de visitantes. Condições gerais para a vinda dos turistas são avaliadas, como a questão dos custos, segurança e serviços oferecidos nesta avaliação, liderada pela Suíça. Entre 139 países avaliados, o Brasil caiu do 45º lugar para o 52º.

– Se o Brasil for equiparado com as cidades de maior visitação turística do mundo ficaria apenas na 9ª colocação, logo acima de Seul (Coréia do Sul), como podemos verificar analisando os dados da tabela abaixo:

Os números falam por si mesmos. Num país como o Brasil, com tantas belezas naturais, festas típicas, tradições, história, gastronomia diferenciada, metrópoles movimentadas e demais possibilidades, quais são os empecilhos para que a quantidade de turistas que entram no país aumente e nos coloque entre as 10 maiores nações do ranking?

As respostas não parecem tão difíceis. A infra-estrutura deficiente, os custos do país, a violência e serviços deficientes são empecilhos evidentes, assim como a divulgação do Brasil no exterior que precisa ser melhorada. Aprender com as nações que lideram os rankings internacionais do segmento é necessário. Porque a França, a Espanha, os Estados Unidos e o México, país latino-americano como o Brasil, estão em destaque neste cenário atual do turismo internacional? Quais são suas lições para nós? Como podemos chegar lá?

João Luís de Almeida Machado é Doutor e mestre em educação, graduado em história, escritor e membro da Academia Caçapavense de Letras, atua no ramo de gastronomia e hotelaria como pesquisador, jornalista e professor. Consultor da QI Profissional.

22. novembro 2012 · Comentários desativados em A Copa do Mundo que não teremos (ou teremos?) · Categories: Artigos · Tags: , , , ,

Por João Luís de Almeida Machado

Os sete desafios de Hércules que o Brasil tem pela frente para que a Copa do Mundo de 2014 possa se tornar um evento digno e que represente um cartão de visitas do país para o mundo

Obras da Arena das Dunas, em Natal. Foto relativa ao estágio das obras em abril de 2012 (Foto: Divulgação/FIFA)

Faltam pouco mais de um ano e meio para o início da Copa do Mundo de 2014, no país do futebol, o Brasil. Nestes meses que ainda nos restam temos que, entre outras tarefas dignas de Hércules, resolver as seguintes questões:

– Terminar a construção e a reforma dos estádios que irão abrigar os jogos;

– Oferecer infraestrutura de transportes adequada às necessidades de evento desta envergadura em aeroportos, portos e rodovias;

– Modernizar o sistema de telecomunicações, com especial atenção e destaque para a consolidação da internet rápida no país;

– Aumentar a oferta de vagas e a qualidade dos hotéis, pousadas e demais formas de hospedagem;

– Preparar profissionais de diferentes áreas, em especial de atendimento direto aos estrangeiros e brasileiros que irão se deslocar entre diferentes cidades brasileiras;

– Conter os gastos públicos excedentes surgidos em função de aditivos de contratos e obras extras surgidas em relação à Copa do Mundo;

– Definir a equipe brasileira que irá representar o país no evento e que irá brigar pela conquista do 6º título mundial.

Percebam que não coloquei uma ordem numérica em relação aos desafios de Hércules que o país tem pela frente. Porém, estrategicamente, coloquei como último tópico da lista o trabalho que cabe especificamente ao treinador da Seleção Brasileira e que, certamente, é na cabeça de muitos torcedores, mais importante que todos os demais.

Um título mundial a mais no currículo do Brasil é, certamente, motivo de orgulho para todos os que nasceram no país. O legado da Copa, seja ele bom ou ruim, no entanto, é uma preocupação ainda maior que todos devemos ter. Comecemos, por exemplo, percebendo a evolução dos gastos públicos em relação à Copa. De acordo com dados do Tribunal de Contas da União (TCU), temos já consolidado um aumento de 14,7% nos custos das obras de infraestrutura e estádios para o evento. Parece pouco? Representa um montante de 3,5 bilhões de reais para o erário público. Este dinheiro sai do bolso de cada cidadão brasileiro, do meu, do seu e de todos…

Os estádios brasileiros estão em construção ou reforma, alguns em estágio mais adiantado, outros num processo mais lento, mas em linhas gerais, pelo avanço no cronograma das obras, os especialistas acreditam que até maio, ou seja, aproximadamente um mês antes do início da Copa do Mundo, estejam todos prontos. Os custos igualmente estão inflados em relação as previsões iniciais, assim como o montante de dinheiro público investido é maior do que o previsto, já que inicialmente estas obras ficariam por conta de ações da iniciativa privada em parceria com os clubes beneficiados.

O maior problema, no entanto, reside nas obras de aeroportos, estradas e portos, sem contar o plano abortado de construção do trem-bala que beneficiaria, e muito, moradores do eixo que liga São Paulo a Campinas, passando pelo Vale do Paraíba e chegando ao Rio de Janeiro. As obras que estão sendo realizadas por consórcios e empresas privadas, como no caso dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos (Campinas), Natal e Brasília estão previstas para findar até maio de 2014, ou seja, em cima da hora.

As obras relacionadas ao transporte de passageiros e cargas, sejam aeroportos, estradas ou portos, que são responsabilidade estatal, por outro lado, ou estão em passo de tartaruga ou, nem mesmo, tiveram aprovação das contas para que saiam do papel. E, lembrem-se sempre disso, estamos a 19 meses do evento. Das 44 obras deste segmento de transporte cuja administração compete ao governo, 38 ainda não tem sequer fonte de financiamento definida. Em 5 destas obras não temos nem mesmo a assinatura dos contratos. O que esperar de tudo isso? Ou o caos ou custos exorbitantes para fazer tudo de última hora, com rapidez e dúvidas quanto à qualidade do produto final, não é mesmo?

Neste ponto retornamos a questão dos gastos públicos e da necessidade de fiscalizar, cobrar das autoridades o uso lícito destas verbas e, com isso, evitar que parte deste dinheiro reverta em benefício de poucos, alimentando um dos piores males do país, a corrupção.

Além destas questões relacionadas ao transporte, também as telecomunicações, em especial a instalação da internet 4G no país merecem atenção e investimentos para que o país atenda a demanda interna e internacional. Recentemente foi lançado o primeiro modelo de celular com tecnologia 4G do país por uma das grandes empresas do setor. Alardeou pela mídia e através de marketing ter sido a primeira a oferecer aparelhos desta qualidade no país, mas como não temos o serviço, qual a real utilidade do aparelho? A empresa fez o que se esperava dela num segmento tão concorrido, mas se não há infraestrutura para estes serviços é como lançar carro movido a etanol em país que só oferece gasolina… Vai ficar parado na garagem…

As outras questões prementes relacionam-se a preparação dos profissionais que irão recepcionar os turistas e da oferta de mais e melhores vagas nos estabelecimentos de hospedagem no país. No que tange a iniciativa de redes de hotéis e pousadas, aos estabelecimentos médios ou pequenos da área, investimentos estão sendo realizados e teremos condições de abrigar, dentro de padrões nivelados com hotéis estrangeiros, nas cidades-sede da Copa e também nas que irão ser anfitriãs das equipes nacionais, tanto os turistas quanto os profissionais que irão cobrir o evento. Podem-se prever, é claro, algumas dificuldades aqui ou acolá, mas no geral, esta dificuldade está sendo prevista e sanada através dos investimentos destes grupos privados.

Em relação aos profissionais, principalmente no que se refere ao uso do inglês como língua a ser utilizada em eventos deste porte, é que estamos muito despreparados. O Brasil, segundo rankings mundiais de ensino de inglês está entre os últimos colocados. Programas de urgência estão sendo preparados e colocados em prática, como iniciativas em São Paulo, como o inglês on-line para alunos do Ensino Médio da rede pública estadual paulista ou descontos em cursos de línguas conseguidos através de parcerias do estado e suas agências com redes de escolas de inglês.

De qualquer modo, é preciso pensar nos prazos, cada vez mais curtos. O relógio não para e, com ele, as situações não resolvidas tornam-se ainda mais complicadas e custosas para todos. O receio de um fiasco reside na mente e nos corações de cada brasileiro, por mais que não queiramos admitir e, certamente, cabe às autoridades pensar na imagem que ficará do país e no legado físico, cultural, econômico e político que teremos enquanto nação…

Ser campeão do mundo na Copa é um dos objetivos a atingir, mas para ser verdadeiramente campeão, o Brasil precisa oferecer ao mundo um evento digno de respeito.

Obs. Recomendo a leitura dos artigos “Tudo atrasado para a Copa” e “Baixa proficiência de inglês no Brasil expõe deficiências no sistema de ensino”, ambos do Estadão.

João Luís de Almeida Machado é Doutor e mestre em educação, graduado em história, escritor e membro da Academia Caçapavense de Letras, atua no ramo de gastronomia e hotelaria como pesquisador, jornalista e professor. Consultor da QI Profissional.

06. novembro 2012 · Comentários desativados em Vai viajar? Experimente os pratos típicos da região visitada · Categories: Artigos · Tags: , , , ,

Por João Luís de Almeida Machado

Não se renda as redes de alimentação presentes em Shopping Centers, permita-se provar os sabores únicos das escolas gastronômicas regionais

Foto: www.panelinha.ig.com.br

Viaje pelos quatro cantos do mundo. Conheça todo o Brasil. Faça turismo pelas cidades próximas, dentro do seu estado ou região. Há muito que visitar. Surpreenda-se com a quantidade de belas localidades disponíveis, próximas ou distantes, que existem no mapa. A estrutura de apoio é diferente. Em alguns lugares há apenas pousadas ou hotéis simples. Em outros a opção pode ser por um camping. Nas metrópoles encontra-se de tudo, de casas adaptadas para receber visitantes a hotéis de luxo. Pode-se ir de carro, ônibus, trem, avião e, dentro das cidades ou nas bucólicas regiões rurais, litorâneas ou montanhosas é possível usar bicicletas para se locomover.

O que parece estar cada vez mais onipresente são as grandes redes de alimentação. Lanchonetes, pizzarias, restaurantes especializados em pratos orientais, cantinas a reproduzir as iguarias italianas e tantas outras opções, nacionais ou estrangeiras, são encontradas em todos os cantos.

Seus sabores, conhecidos de todos, pasteurizaram o gosto de seus produtos e tornaram todas as pessoas, de certo modo, conhecedores dos pratos que oferecem. Entre as lanchonetes, por exemplo, os cardápios apresentados lado a lado em praças de alimentação de shopping centers mostram volumosos sanduíches, com um ou mais hambúrgueres, queijo, maionese, alface, tomate e bacon. Mudam-se os molhos ou o ingrediente principal, que também pode ser frango ou peixe, mas na essência os produtos oferecidos pelas concorrentes redes de fast food são os mesmos. Tudo acompanhado de batatas fritas e refrigerante para fechar os chamados combos. Esta situação se repete com lasanhas, tacos, sushis, pizzas, bifes a parmegiana e tantos outros pratos oferecidos por estas franquias brasileiras ou internacionais.

Por isso mesmo, a recomendação para os viajantes é a de que conheçam a gastronomia regional das localidades para as quais se destinam. A internet existe para ajudar muito nestes casos. O foursquare, aplicativo de rede social que pode ser instalado em diferentes tipos de smartphone, permite localizar locais de comércio e alimentação nas cidades visitadas. Perguntar no saguão do hotel ou informar-se juntamente a taxistas e em postos de gasolina são igualmente opções válidas para quem busca bons estabelecimentos que oferecem a comida típica da localidade.

Em recente viagem que realizei a trabalho pude, por exemplo, provar a legítima tapioca paraibana e também saborear carne de sol com feijão de corda, além dos deliciosos caldinhos de peixe e de feijão servidos na região. Quando estive em Manaus, provei o tucunaré, um dos mais tradicionais peixes amazônicos, além de frutas típicas, como o Cupuaçú, em sucos e sorvetes.

Além de recorrer à internet e as recomendações das pessoas que trabalham na localidade, trocar informações com amigos e colegas de trabalho que já estiveram nestas localidades ou então informar-se através de revistas especializadas e suplementos de turismo de jornais também contribui para que o visitante frequente restaurantes especializados em comida típica.

É claro que é preciso escolher bem e tomar alguns cuidados, por isso mesmo, informação antecipada garante acesso aos endereços mais conceituados. Isso se refere não apenas aos melhores sabores e a variedade de pratos típicos oferecidos, mas a quesitos como higiene, preço, serviços e localidade do estabelecimento.

Outra preocupação é em relação aos diferentes temperos. Quem é muito sensível a diferentes condimentos talvez tenha que pedir pratos mais condizentes com sua dieta regular. Caso queira experimentar iguarias próprias da região ou cidade visitada, é preciso atentar para quais ingredientes são usados. Pimentas, por exemplo, em pratos baianos ou mexicanos, são usuais e, como nem todo mundo é afeito a elas, é preferível pedir que o uso seja moderado.

De qualquer modo, apesar dos cuidados, a melhor recomendação é a de que o visitante conheça e tenha acesso as melhores produções típicas de cada cidade, região, estado ou país. Ir a Minas Gerais e não provar queijos, doces e pratos típicos da gastronomia mineira, conhecer o Brasil sem provar a feijoada ou a caipirinha ou visitar a França e restringir-se a comer em redes de fast food constituem verdadeira heresia…

João Luís de Almeida Machado é Doutor e mestre em educação, graduado em história, escritor e membro da Academia Caçapavense de Letras, atua no ramo de gastronomia e hotelaria como pesquisador, jornalista e professor.

20. abril 2012 · Comentários desativados em Lideranças tupiniquins no poder · Categories: Gestão de Carreira · Tags: , , ,

Talentosos executivos brasileiros são, hoje, mais reconhecidos e demandados no exterior. Relatório produzido pela consultoria de recrutamento Boyden sobre o Brasil mostra que há uma forte procura por profissionais brasileiros para ocupar cargos do alto escalão em empresas sediadas em mercados mais maduros. Em entrevista ao jornal Valor Econômico o diretor geral da Boyden em São Paulo, John de Marmon Murray, afirma: “A demanda por executivos do país atualmente é a maior que já tive conhecimento (…) Há casos de empresas americanas exigindo a apresentação de pelo menos um profissional do Brasil nas indicações para os conselhos”.

Murray explica que muitas multinacionais estão focando suas atenções para o mercado latino-americano. Desse modo, ter um brasileiro no comando ou em posição estratégica facilita a decisão de investimentos nessa região. Além disso, o consultor ressalta a sólida formação acadêmica e profissional dos executivos do país. É cada vez mais comum, por exemplo, ver profissionais do país falando inglês com fluência e indo estudar no exterior.

O executivo brasileiro possui muito atributos

O relatório da Boyden revela que, nas últimas décadas, os executivos do país foram “forçados” a fazer suas empresas crescerem, adaptando as estratégias do negócio a circunstâncias econômicas extremas de altos e baixos. Isso resultou em experiência, flexibilidade e capacidade de mudar rapidamente.

Outra qualidade do profissional brasileiro mencionada no relatório estaria relacionada à necessidade de aprender a transitar pelo complexo sistema tributário e pela burocracia governamental do país. De certo modo, ter de lidar com isso acabou tornando nossos executivos bastante eficientes ao assumirem cargos de gestão em multinacionais no exterior.

 

A reportagem do Valor Econômico também traz casos de sucesso, confira completa. 

 

 

25. março 2012 · Comentários desativados em Prêmio VIHP destaca os melhores da hotelaria nacional · Categories: Gestão de Carreira · Tags: , , , , , , , , , ,

Projeto pioneiro, criado em 2010, está em sua segunda edição.

Num momento em que todas as atenções estão voltadas à hotelaria, em razão das preparações de grandes eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, o Hôtelier News e a QI Profissional promovem a segunda edição do Prêmio VIHP – Very Important Hotel Professional.

 

Criado pelo Hôtelier News e pela QI Profissional, a iniciativa tem como objetivo reconhecer os melhores profissionais em posição de liderança no mercado hoteleiro nacional. Conta com apoio institucional de sete importantes entidades do setor: FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil), ABG (Associação Brasileira de Governantas), Resort Brasil (Associação Brasileira de Resorts), ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), SPC&VB (São Paulo Convention & Visitors Bureau), Abracohr (Associação Brasileira dos Compradores de Hotéis e Restaurantes), FBHR (Federação Brasileira de Hotéis e Restaurantes), além do Terraço Itália, espaço onde acontece a cerimônia de premiação.

 

Segundo Peter Kutuchian, publisher do Hôtelier News, o capital humano é essencial na hotelaria, não sendo suficiente apenas oferecer um empreendimento moderno, com os melhores equipamentos, se não há um colaborador atendendo, liderando e assumindo o compromisso pela hospitalidade. Ele destaca que o Prêmio VIHP é um incentivo a todos os profissionais, principalmente hoteleiros e empresários, donos des meios de hospedagem. “Capacitem, treinem e incentivem. O retorno, além de ser garantido, promove a evolução do ser humano, e isso é o legado que cada um pode deixar para gerações futuras”, diz Kutuchian.

 

De mesma opinião é Ricardo Domingues, diretor executivo da Associação Brasileira de Resorts. “A segunda edição do Prêmio VIHP mostra a importância que o segmento hoteleiro vem conquistando no mercado brasileiro. O conceito do hoteleiro votar em outro hoteleiro valoriza ainda mais cada voto. Estou otimista, pois a cada ano novos profissionais têm seu trabalho reconhecido para além de suas fronteiras regionais”.

 

Ana Maria Biselli, diretora executiva do Fohb, considera o prêmio fundamental. “Prestigiar os talentos do setor é um estímulo para que os profissionais se aperfeiçoem permanentemente, tanto na execução de suas tarefas quanto em sua formação, impulsionando assim a carreira na hotelaria”

 

Carlos Fabbris, diretor de Recursos Humanos do grupo Posadas, vencedor da primeira edição do prêmio na categoria Gerência de RH, considera a conquista uma experiência inesquecível e de grande consequência profissional.Em primeiro lugar, é o mercado dizendo que seu trabalho é correto, siga em frente! Em segundo, é o reconhecimento de seus pares por tudo aquilo que você já ofereceu para as empresas com as quais trabalhou, trabalha e para aqueles com quem se relaciona neste nosso maravilhoso mundo hoteleiro”.

 

Os finalistas e as Categorias do prêmio

O Prêmio VIHP  deste ano tem 48 finalistas, sendo que três por cada uma das 16 categorias.

Profissionais de destaque de todo o Brasil concorreram às categorias: todas de nível gerencial, que abrangem as principais áreas como Gerência de Hospedagem e Gerência de Recepção e também nas diferentes categorias dos meios de hospedagem como Gerência Geral de Resort, Gerência Geral Hotel – Luxo e Gerência Geral de Hotel Econômico.

De acordo com Márcio Moraes, gerente de Carreira da QI, não importa se o hotel é grande ou pequeno, de categoria luxo ou econômica, há uma necessidade básica: qualificar profissionais e empresários. “Não há como uma empresa crescer sem lideranças competentes. São necessários profissionais qualificados que sirvam como referenciais para aqueles que chegam e para outros na fase de desenvolvimento, ambos necessitam ter ‘espelhos’ para progredir. Esse é um dos objetivos do Prêmio VIHP: divulgar esses referenciais do mercado de hospitalidade”, explica.

A cerimônia de entrega do Prêmio VIHP acontece no dia 26 de março de 2012 no Terraço Itália, em São Paulo. A apresentação será conduzida por Márcio Moraes e Peter Kutuchian e contará com a participação dos três finalistas de cada categoria, além de convidados especiais.

 

Os nomes dos finalistas e outros detalhes estão no site do Prêmio.

22. março 2012 · Comentários desativados em Previsão de salário maior para executivos no Brasil é de 80%; média mundial é de 39% · Categories: Gestão de Carreira · Tags: , , ,

Os executivos de recursos humanos brasileiros são os mais otimistas em relação ao aumento no valor dos salários de executivos para os próximos 12 meses, de acordo com uma pesquisa da consultoria americana Robert Half, que ouviu mais de 1,8 mil profissionais em 17 países. No Brasil, 80% dos entrevistados creem que os salários vão subir nos próximos 12 meses, o dobro da média mundial (39%).

De acordo com informações do Jornal Estado de São Paulo, o resultado no País reflete a emergência dos países em desenvolvimento na economia mundial e também as dificuldades para se encontrar mão de obra qualificada no mercado local. O levantamento mostra que a expectativa de reajustes salariais dos RHs brasileiros para o próximo ano supera a chinesa, que ficou em 73%.

 

Confira texto completo no site do Estadão

14. março 2012 · Comentários desativados em Copa e Olímpiadas geram otimismo: empresários brasileiros têm melhores projeções das Américas · Categories: Gestão de Carreira · Tags: , , , ,

Apesar de todas as questões de infra-estrutura, a Copa do Mundo  e as Olimpíadas trazem perspectivas otimistas. Segundo pesquisa internacional realizada pela consultoria Manpower e divulgada pelo portal G1, os empresários brasileiros têm as melhores projeções para a geração de empregos. Isso porque eles contam com uma tendência líquida de criar empregos de 39%, devido principalmente à Copa do Mundo de futebol e aos Jogos Olímpicos que serão disputados em 2014 e 2016, respectivamente.

Quarenta e cinco por cento dos empregadores esperam contratar funcionários no próximo trimestre e 6% antecipam diminuição no ritmo de contratações. “Muitos empregadores estão recrutando profissionais para atender a demanda da Copa de 2014, um evento que deve criar 700 mil empregos. Empregadores dos setores de Turismo, Logística e Engenharia já estão contratando para preencher posições estratégicas”, disse Riccardo Barberis, CEO da Manpower Brasil.

 

Veja reportagem completa no G1